Exterior ampara juros futuros nesta sexta-feira

As taxas dos contratos de depósitos interfinanceiros (DIs) mantêm o viés de alta desde a abertura da sessão nesta sexta-feira, diante do otimismo dos mercados financeiros globais de que os bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa estão considerando a possibilidade de adotar novas medidas de estímulo econômico o quanto antes. Essa chance torna, inclusive, menor as apostas de cortes adicionais na taxa básica de juros (Selic) para além de agosto.

OLIVIA BULLA, Agencia Estado

27 de julho de 2012 | 12h07

Por volta das 11h40, na BM&F Bovespa, o DI com vencimento em janeiro de 2013 projetava taxa de 7,39%, de 7,38% no ajuste de ontem; o DI com vencimento em janeiro de 2014 tinha taxa de 7,82%, de 7,74% na véspera; o DI para janeiro de 2017 estava em 9,04%, na máxima, de 8,92%, enquanto o DI para janeiro de 2021 subia a 9,64%, de 9,52%.

Segundo especialistas consultados pela Agência Estado, relatos da mídia internacional de que o Banco Central Europeu (BCE) estaria orquestrando um ação coordenada com países da região para comprar bônus soberanos da Espanha e da Itália, além da desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano no trimestre passado, em relação ao anterior, mantêm abertas as chances de medidas adicionais de afrouxamento monetário por parte das autoridades dessas nações.

"E aumenta a possibilidade de manutenção da Selic em outubro", comentou o analista de renda fixa da Leme Investimentos, Paulo Petrassi, referindo-se à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central brasileiro posterior a agosto, quando o juro básico deve ser reduzido novamente em 0,50 ponto porcentual.

Segundo o estrategista-chefe do WestLB, Luciano Rostagno, a curva de juros futuros precifica, no momento, 80% de chance de manutenção da Selic em outubro, em 7,50%, e 20% de chance de redução de 0,25 ponto porcentual.

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