Exterior melhor e fluxo positivo fazem dólar cair ante o real

Moeda acompanhou ambiente mais calmo no exterior, com euro também valorizado, e reagiu a notícias domésticas positivas

Luciana Antonello Xavier, da Agência Estado,

24 de abril de 2013 | 17h21

O dólar fechou em queda ante o real no mercado à vista nesta quarta-feira, 24, acompanhando o ambiente mais calmo no exterior, com euro também valorizado, e reagindo a notícias domésticas. A moeda norte-americana abriu em leve baixa, perto da estabilidade, e passou a subir após dados ruins de transações correntes, mas desacelerou e virou à tarde, com a confirmação de que o fluxo cambial ficou positivo em abril, até o dia 22. Segundo um operador de tesouraria de banco, a queda se deve também a um movimento de ajuste, diante da expectativa de entrada de recursos com captações corporativas. O fluxo desta quarta-feira, no entanto, foi ligeiramente negativo, de acordo com esse mesmo operador.

Após oscilar 0,59% ao longo da sessão, o dólar à vista no balcão fechou em queda de 0,30%, a R$ 2,0170. A mínima foi de R$ 2,0140 (-0,44%) e a máxima, de R$ 2,0260 (+0,15%). O dólar futuro para maio de 2013 caía 0,54%, a R$ 2,0165.

O fluxo cambial voltou a ficar positivo até 22 de abril, em US$ 1,110 bilhão, sendo que em apenas um dia da semana passada, o dia 15, o saldo do fluxo cambial no segmento comercial ficou positivo em US$ 3,773 bilhões. Nesse dia, os destaques foram as contratações de US$ 1,383 bilhão em pagamentos antecipados (PA) e também US$ 2,798 bilhões em outras operações de exportações (item que exclui PA e ACC).

Do lado ruim, o resultado das transações correntes em março seguiu negativo, em US$ 6,873 bilhões. No primeiro trimestre do ano, o déficit em conta corrente está em US$ 24,858 bilhões (4,31% do PIB) e no acumulado dos últimos 12 meses até março de 2013, o rombo é de US$ 67,027 bilhões (2,93% do PIB). O resultado foi recorde para março, para o primeiro trimestre do ano e também para o acumulado de 12 meses até o mês passado.

Em março, o saldo da balança comercial foi de US$ 161 milhões, enquanto a conta de serviços ficou negativa em US$ 3,737 bilhões. Já a conta de rendas registrou déficit de US$ 3,502 bilhões.

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