Exterior move-se, mas pouco, diante de alta do compulsório na China

Avaliação do mercado é a de que a decisão era prevista e muitos esperam que ao governo chinês promova outras elevações da taxa

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

18 de fevereiro de 2011 | 10h13

Os mercados moveram-se, mas pouco, depois do anúncio do Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) de aumento na taxa do depósito compulsório bancário. Estrategistas dizem que a decisão era prevista e muitos esperam que o governo chinês promova outras elevações do compulsório. Na Bolsa de Londres, as ações das mineradoras, que têm o país como principal consumidor, estavam entre as que caíam, seguidas pelos papéis dos bancos. O dólar beneficiou-se pela procura dos investidores por segurança, em meio à pontual indigestão causada pela alta do compulsório chinês.

Às 10h23 (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 0,45% e a Bolsa de Frankfurt subia 0,17%; Paris recuava 0,06%. O euro operava a US$ 1,3557, abaixo de US$ 1,3586 no começo do dia e US$ 1,3609 no fim do dia de ontem em Nova York. Contra o iene, o dólar subia para 83,41 ienes, de 83,32 ienes ontem. Os futuros de Nova York acentuaram perdas após a notícia, mas modestamente. O S&P 500 caía 0,11% e o Nasdaq-100 cedia 0,16%.

Estrategistas comentam que a elevação do compulsório em 0,50 ponto porcentual, a segunda deste ano, não é surpresa, uma vez que o banco central enfrenta dificuldade para secar o excesso de liquidez por meio dos leilões semanais do mercado aberto. Segundo eles, o PBoC tem evitado elevar agressivamente a taxa oferecida nos leilões de bills, em parte para evitar expectativas de alta do juro. A administração das reservas dos bancos tem sido considerada uma estratégia melhor para controlar a expansão da liquidez e novos aumentos do compulsório são esperados, afirmam.

No início da semana, o Centro de Informação Estatal, um importante centro de pesquisas econômicas do governo, previu que o compulsório poderia subir para cerca de 23%. Com a entrada em vigor da alta anunciada hoje, no dia 24 de fevereiro, o compulsório estará a 19,5%.

O economista-chefe do CITIC Securities, Zhu Jianfang, acrescentou que a inflação também deve motivar o banco central a sustentar políticas de aperto monetário. Segundo ele, embora a taxa de inflação tenha ficado abaixo do esperado, permanece em patamar elevado.

O índice de preços ao consumidor chinês subiu 4,9% em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano passado, acima da alta de 4,6% verificada em dezembro. O dado, porém, ficou abaixo da mediana das previsões de economistas consultados pela Dow Jones, que projetava inflação de 5,4%. As informações são da Dow Jones.

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