Exxon e Rosneft encontram óleo em poço no Ártico

A Exxon Mobil e a Rosneft encontraram grandes quantidades de petróleo e gás natural em seu primeiro poço no Ártico, disse a Rosneft neste sábado. Mas a notícia levantou questões sobre como a Rosneft e a Exxon vão explorar os recursos que encontraram. As sanções americanas impostas no início deste mês impedem que empresas forneçam bens, serviços e tecnologia para projetos de petróleo do Ártico, entre outros tipos de perfuração na Rússia.

AE, Estadão Conteúdo

27 de setembro de 2014 | 14h00

"Nós encontramos hidrocarbonetos, mas ainda é cedo para especular sobre qualquer resultado quanto ao potencial de exploração do University-1", Alan Jeffers, um porta-voz da Exxon.

A Rosneft disse que os dados geológicos do poço ainda estavam sendo analisados para chegar a uma estimativa do recurso. Mas a empresa elogiou os primeiros indícios, alegando que queria nomear o campo de Pobeda, ou "vitória" em russo.

"Este é um excelente resultado da primeira perfuração exploratória em um campo completamente novo offshore", disse o executivo-chefe da Rosneft, Igor Sechin, em um comunicado. A Rosneft elogiou outros parceiros ocidentais, incluindo Schlumberger, Halliburton e Weatherford International.

Estima-se que o Ártico tenha alguns dos maiores depósitos mundiais de petróleo e gás que ainda não foram explorados. A Exxon e a Rosneft fecharam um acordo em 2011 para explorar águas árticas da Rússia. As empresas estimaram que só os custos de exploração devem ultrapassar US$ 3,2 bilhões, com a Exxon pagando a maior parte da conta.

O University-1 no mar de Kara é o primeiro poço perfurado na parceria das empresas. Os resultados, no entanto, não terão um impacto imediato sobre a Exxon ou a Rosneft. Mesmo sem sanções, elas provavelmente levariam anos para conseguir tirar quantidades significativas de petróleo e gás.

Para a Exxon, o negócio representa uma das suas melhores oportunidades de longo prazo para encontrar novas fontes de petróleo e gás. Para a Rússia, explorar riquezas energéticas do Ártico faz parte de uma estratégia para aumentar a produção nacional, um dos pilares da sua economia e influência geopolítica.

Autoridades dos EUA e da Europa impuseram sanções para prejudicar a capacidade da Rússia de desenvolver o projetos no Ártico e outras fontes de energia novas, tais como uma formação gigante de xisto na Sibéria. As medidas visam punir o Kremlin por atiçar um conflito militar na Ucrânia, disseram autoridades ocidentais. Fonte: Dow Jones Newswires.

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