Fala de dirigentes do Fed deve levar NY para o alto

Os índices do mercado futuro apontam para uma abertura, nesta sexta-feira, 18, em alta para as bolsas norte-americanas no último pregão desta semana. Sem indicadores econômicos previstos para serem divulgados hoje, as atenções se voltam para discursos de dirigentes do Federal Reserve, em meio às apostas de que a mudança da política monetária pode só ocorrer no início de 2014. Além disso, o maior crescimento da China ajuda a animar Wall Street nesta manhã. Às 10h15 (horário de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,22%, o Nasdaq ganhava 0,55% e o S&P 500 tinha valorização de 0,26%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

18 de outubro de 2013 | 10h29

Com o acordo fechado no Congresso para resolver a crise fiscal, ainda que de forma provisória, o mercado volta a especular com mais força sobre o futuro da política monetária. Na quinta-feira, 17, em meio a discursos de dirigentes do Fed, como o presidente da regional de Chicago, Charles Evans, e as discussões dos impactos do fechamento do governo na economia, cresceram as apostas de que as compras de ativos podem ser reduzidas apenas no começo de 2014. Evans disse que agora não é o momento de mudanças na estratégia do banco central. O consenso em Wall Street, por enquanto, é que nada deve mudar na reunião do Comitê Federal de Política Monetária (Fomc, na sigla em inglês) no final deste mês.

Depois da abertura do pregão, quatro dirigentes do Fed com poder de voto nas reuniões de política monetária este ano fazem apresentações. Entre eles, o diretor Jeremy Stein, que fala em um evento em Boston sobre desequilíbrios financeiros às 17h30 (horário de Brasília). Segundo uma reportagem recente do The Wall Street Journal, Stein apoiava uma redução nas compras de ativos pelo Fed em setembro. A dúvida dos economistas agora é como fica sua posição em meio às consequências da crise fiscal na atividade econômica.

Os economistas do Deutsche Bank, Joseph LaVorgna e Carl Riccardonna, avaliam que, passado o pior da crise fiscal, a expectativa agora é para a volta de anúncio de indicadores, que devem começar a sair na semana que vem, e a avaliação de como se comportou a atividade econômica para que novas apostas possam ser feitas sobre a política monetária. O mercado, dizem em um relatório a investidores, vai estar particularmente interessado nos números de outubro, pois o governo ficou fechado a metade do mês.

Já a China anunciou nesta sexta-feira crescimento de 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre ante igual período de 2012. Além de ser o maior nível de 2013, supera os 7,5% do segundo trimestre.

No mundo corporativo, os balanços trimestrais seguem dominando as atenções. Os destaques do dia são o banco Morgan Stanley, a General Eletric (GE) e a Schlumberger. Nesta manhã, o Morgan Stanley anunciou reversão de prejuízo do terceiro trimestre de 2012 para lucro de US$ 906 milhões no mesmo período deste ano, batendo a expectativa dos analistas do setor financeiro. No pré-mercado, o papel subia 3,66%.

Ainda na repercussão dos balanços, o papel do Google tinha alta de 9,03% no pré-mercado. Ontem, após o fechamento da bolsa, a empresa da Califórnia anunciou o balanço do terceiro trimestre com crescimento de 36% no lucro. Tanto o ganho como as receitas bateram as previsões dos analistas de tecnologia.

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