Fala de Tombini pesa nos juros e no câmbio

A volatilidade dá o tom do mercado doméstico nesta quinta-feira, 13, diante de declarações do presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, do fraco resultado das vendas no varejo brasileiro, das incertezas no lado fiscal e de inflação por causa do setor elétrico, além da realização de lucros nas bolsas internacionais após rali recente. Os investidores aguardam agora pela divulgação dos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos, na semana passada, que sai às 11h30.

LUCIANA ANTONELLO XAVIER, Agencia Estado

13 de fevereiro de 2014 | 11h48

Os juros futuros subiam influenciados por Tombini, que disse, em entrevista à revista Exame desta semana, que o BC pode ajustar os instrumentos para baixar a inflação, o que pode significar que o fim do ciclo de aperto não estar tão perto do fim. A fala de Tombibi também pesou brevemente no dólar, que chegou a cair, mas sobe novamente alinhado com a movimento ante outras moedas ligadas a commodities.

O dólar à vista no balcão tinha alta de 0,25%, a R$ 2,4290. O DI para janeiro de 2015 estava em 11,46%, de 11,37% ontem e o DI para janeiro de 2017 estava em 12,90%, de 12,84% no ajuste de ontem.

O gerente de câmbio da Correparti, João Paulo de Gracias Corrêa, disse à jornalista Silvana Rocha que "o mercado entendeu que o BC poderá reforçar o ritmo de alta da Selic em sua reunião nos dias 25 e 26 de fevereiro ou poderá ainda aumentar a injeção de liquidez no câmbio, a fim de amenizar o impacto do dólar alto sobre os preços na economia".

As declarações do diretor de Política Econômica do Banco Central, Carlos Hamilton, que apresentou esta manhã o Boletim Regional do Banco Central, em Curitiba, vieram em linha e não mudaram o humor do mercado doméstico.

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