Faltam TVs nas lojas e empresas usam frete aéreo

Às vésperas da abertura da Copa do Mundo, faltam modelos de televisores de plasma e de tela de cristal líquido (LCD) nas lojas. Há indústrias que até decidiram despachar os aparelhos por avião para aproveitar o crescimento explosivo das vendas e chegar às lojas antes dos concorrentes."Esta semana começamos a trazer de avião os televisores montados na Zona Franca de Manaus para o Centro-Sul do País", conta o vice-presidente de Multimídia da Gradiente, Eugênio Staub Filho. De caminhão e por transporte de cabotagem, gasta-se entre 12 e 20 dias para trazer o produto de Manaus. Staub Filho diz que o custo do frete aéreo está sendo absorvido pela empresa, que decidiu agilizar as entregas para ganhar mercado.A coreana Samsung é outra fabricante que fretou aviões para retirar os televisores de Manaus. "O mercado cresceu mais do que se previa e de forma atípica nos últimos 15 dias", afirma o vice-presidente executivo, José Roberto Campos. Sem revelar números, ele diz que para os TVs de 40 polegadas de LCD há uma demanda que é o dobro da prevista pela companhia. Nos TVs de plasma de 42 e 50 polegadas, esse diferencial é de 50%.A Semp Toshiba, por exemplo, já esgotou a venda de TVs de plasma. Segundo a empresa, só há disponibilidade de produto para depois da Copa.A queda rápida dos preços e as promoções impensadas de alguns fabricantes deixaram o consumidor confuso. Muitos adiaram as compras na expectativa de que o preço cairia ainda mais, observa Campos. O resultado foi uma bolha de consumo nas últimas semanas. No fim de 2005, um TV de plasma de 42 polegadas custava R$ 10 mil, e hoje é possível encontrá-lo por menos de R$ 7 mil.Diante dessa explosão de consumo, o mercado já projeta que entre TVs de plasma e LCDs, as vendas neste ano poderão chegar a 500 mil unidades. Só no primeiro trimestre foram vendidos cerca de 60 mil aparelhos, mais do que foi comercializado no ano passado inteiro, segundo a Associação Nacional dos Fabricantes de Produtos Eletroeletrônicos (Eletros).A greve na Receita Federal poderá piorar o abastecimento, segundo a Eletros. De acordo com a diretoria da entidade, os estoques de componentes importados atingiram o limite mínimo e são suficientes para garantir a produção até o início da próxima semana.

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