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Fator Grécia pressiona bolsas da Europa para baixo

A Grécia voltou ao foco de preocupações após a MSCI rebaixar o país da categoria de desenvolvido para a de emergente

12 de junho de 2013 | 14h09

As bolsas europeias fecharam quase todas em baixa nesta quarta-feira, 12, após uma sessão volátil, pressionadas por notícias da Grécia e pela preocupação de investidores com a possível redução de estímulos por bancos centrais. Além disso, o Tribunal Constitucional da Alemanha entrou, nesta quarta-feira, 12, no segundo e último dia de uma audiência sobre a legalidade do novo programa de compra de bônus do Banco Central Europeu (BCE), conhecido como Transações Monetárias Completas (OTM, na sigla em inglês). O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia em baixa de 0,36%, a 290,68 pontos, seu menor nível desde o fim de abril.

Nesta quarta-feira, 12, marcou o terceiro pregão de perdas para a renda variável na Europa. Há três semanas, o Stoxx 600 avançou para a máxima em vários anos em meio a medidas agressivas de relaxamento de autoridades monetárias, mas comentários do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, sobre a possibilidade de o BC norte-americano começar a desfazer sua polícia expansionista levou a uma correção das ações europeias.

"Os mercados temem que a gente vá de um pico de relaxamento monetário para uma retirada total de relaxamento monetário", comentou Justin Urquhart Stewart, cofundador da Seven Investment Management. "O que precisamos para virar os mercados é uma afirmação de Bernanke de que o relaxamento será retirado em algum momento, mas não agora."

A Grécia voltou ao foco após a provedora de índices financeiros MSCI rebaixar o país da categoria de mercado desenvolvido para a de mercado emergente. O status da Grécia estava em revisão pela empresa desde junho do ano passado. Além disso, os dois principais sindicatos gregos convocaram uma greve geral de 24 horas para a quinta-feira, 13, para protestar contra a decisão do governo de fechar o canal de TV e Rádio estatal, como parte dos esforços de cortes de gastos públicos. A Bolsa de Atenas terminou o pregão com queda de 3,2% no índice ASE, para 867,08 pontos.

Já a produção industrial da zona do euro surpreendeu positivamente ao subir 0,4% em abril na comparação com março, ante uma previsão de estabilidade, mas deu impulso apenas temporário às ações na Europa.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,64%, para 6.299,45 pontos. As quedas mais significativas foram da Severn Trent (8,9%), que na terça-feira, 11, deixou de ser alvo de uma proposta de aquisição, e da Vodafone (2,2%), que anunciou estar interessada na operadora de TV a cabo alemã Kabel Deutschland. O índice CAC 40, de Paris, apresentou uma queda mais moderada, de 0,44%, para 3.793,70 pontos, influenciado por bancos como Société Générale (-2,5%) e Crédit Agricole (-2,1%)

Em Frankfurt, o declínio do índice DAX foi mais expressivo, de 0,96%, para 8.143,27 pontos. A HeidelbergCement, que foi rebaixada pelo Morgan Stanley, registrou a maior perda do dia, de 5,1%. Na audiência sobre a constitucionalidade do OMT, na cidade alemã de Karlsruhe, o membro do conselho do BCE Jörg Asmussen disse estar convencido de que a introdução do programa de compra de bônus foi "a coisa certa a fazer para garantir a estabilidade dos preços na zona do euro".

No mercado italiano, o índice FTSE Mib, de Milão, recuou 1,61%, para 16.024,03 pontos, também pressionado pelo setor bancário. Caíram o Banca Monte dei Paschi (4,6%), UBI Banca (4,1%) e Banco Popolare (3,8%). Em Lisboa, o índice PSI 20 fechou praticamente estável, com ligeira queda de 0,03%, para 5.765,21 pontos.

O índice IBEX-35, de Madri, foi a única exceção do dia, com alta de 0,43%, para 8.123,80 pontos. A queda dos custos de financiamento da Espanha nos mercados de bônus ajudou a bolsa do país a se manter no azul. O conglomerado de empresas têxteis Inditex teve o melhor desempenho, com avanço de 3,5%. Fonte: Dow Jones Newswires.

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