Fed e inflação ditam a semana

A atenção do mercado financeiro esta semana estará dividida entre os indicadores econômicos nacionais e o cenário externo. O evento mais importante é a reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) do banco central norte-americano (Federal Reserve, o Fed), na terça-feira. Será a último encontro comandado por Alan Greenspan, agora substituído pelo economista Ben Bernanke.Segundo Alexandre Maia, economista da GAP Asset Management, a reunião será importante, não só pelo resultado, mas pela sinalização do que será a nova gestão do Fed e que rumos Bernanke vai tomar em relação à política econômica dos Estados Unidos. O mercado aposta em novo aumento de 0,25 ponto porcentual dos juros americanos. Com isso, a taxa subiria para 4,5% ao ano, nível considerado ainda muito baixo.Por outro lado, isso deve continuar beneficiando os mercados emergentes na atração de capital. As elevadas taxas de juros brasileiras serão um diferencial para os estrangeiros, que há algum tempo já vêm influenciando o mercado doméstico. A entrada de capital estrangeiro tem batido recordes na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), que nesta semana atingiu mais uma pontuação histórica, ultrapassando a barreira dos 38 mil pontos. Além disso, o risco país continua despencando. Na sexta-feira, atingiu 258 pontos e acumulou queda de 17,04% neste ano. No período de um ano, o recuo foi de 38,42%.Outro indicador importante do cenário externo sairá na sexta-feira. São os dados de janeiro do mercado de trabalho americano, que devem mostrar reação no período.No mercado doméstico, a semana não é muito rica em indicadores. Segunda-feira saem os dados semanais da balança comercial e na quarta os números fechados do comércio exterior no primeiro mês de 2006. Também na segunda-feira será divulgado o IGP-M de janeiro. A expectativa, segundo o economista da GAP, é que índice venha próximo de 0,90%, número bastante elevado.Ele explica que, como já mostraram as prévias do IGP-10, o indicador foi pressionado pelos preços dos alimentos e dos combustíveis, especialmente pelo Índice de Preços por Atacado (IPA), que responde por 60% do índice.O mercado ainda deverá ser influenciado pelos balanços das empresa de capital aberto no ano passado, cuja divulgação começa a se intensificar a partir de fevereiro. Mas a expectativa é que por enquanto o mercado financeiro continue em clima de euforia, como ocorreu durante todo o mês de janeiro.

Agencia Estado,

29 de janeiro de 2006 | 19h05

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