Fed e mudanças fiscais forçam ajustes nos juros

O vaivém nas decisões fiscais cobra mais uma vez seu preço no mercado de juros. A indefinição do governo sobre qual é de fato a meta de superávit primário, que teve nova alteração, na quarta-feira, 20, com a aprovação no Congresso de projeto de lei que desobriga a União de compensar a economia primária de Estados e municípios, fez a curva de juros ampliar a inclinação. Ou seja, as taxas mais longas subiram fortemente na abertura da sessão de hoje de DI futuro na BM&FBovespa, enquanto as curtas apontaram ligeira queda. A preocupação é com o reflexo do descontrole das contas públicas na demanda agregada e, por consequência, nos preços domésticos.

FERNANDO TRAVAGLINI, Agencia Estado

21 de novembro de 2013 | 10h17

Colabora para essa correção de alta a elevação dos yields dos Treasuries ocorrida na quarta-feira, 21, após a divulgação da ata da última reunião do Federal Reserve, quando o mercado doméstico estava fechado em função do feriado da Consciência Negra na cidade de São Paulo. A nova queda da taxa de desemprego, para 5,2% em outubro, no piso das estimativas, também exerce pressão sobre as taxas.

Por fim, o dólar, que abriu com valorização em relação ao real no mercado futuro e à vista, contribui para a piora do quadro inflacionário, também pressionando os juros. O dólar no balcão abriu em alta de 0,57%, cotado a R$ 2,2910, no à vista. No futuro, a apreciação no início dos negócios foi de 0,92%. A correção segue ainda a valorização externa da moeda norte-americana ontem - quando a liquidez ficou bastante reduzida por aqui, também pelo feriado que deixou fechado os pregões da BM&F - apesar de o mercado de balcão ter registrado alguns negócios.

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