Fed ensaia redução de estímulos e Europa reage com baixa

As bolsas europeias fecharam em forte queda nesta terça-feira, 11, em meio a uma realização de lucros generalizada provocada pelo temor de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) possa reduzir estímulos na próxima reunião e pelo debate no Judiciário alemão sobre o programa do Banco Central Europeu (BCE) de compra de bônus da periferia do euro. O índice Stoxx 600 encerrou a sessão com queda de 1,18%, aos 291,74 pontos.

Agencia Estado

11 de junho de 2013 | 13h33

Os investidores ficaram decepcionados com a falta de ação do Banco do Japão (BoJ) para impulsionar o crescimento após a reunião desta terça-feira, 11, e o fato realimentou os temores de que o Fed possa reduzir seu programa de compra de bônus já na próxima reunião. "Alguns participantes do mercado esperavam que o banco central japonês aumentasse o nível atual de estímulos, mas isso não foi provável, uma vez que o programa foi anunciado em abril", disse Michael Hewson, analista de mercado da CMC Markets.

Segundo o IG, apesar do contínuo relaxamento monetário do BoJ, a falta de medidas adicionais de estímulo para ajudar a aliviar a volatilidade nos mercados de dívida pesou fortemente sobre os mercados financeiros.

Além disso, prejudicou os mercados o debate no Tribunal Constitucional da Alemanha sobre o programa de compra de bônus do BCE, conhecido como Transações Monetárias Completas (OMT, na sigla em inglês). O Judiciário alemão, no entanto, não tem poder para derrubar o programa. A audiência continuará pelo segundo dia amanhã.

Durante o debate, o membro do Conselho do BCE Jörg Asmussen defendeu o programa, dizendo que ele não é financiamento de governo, pois as compras ocorrem no mercado secundário, e que o programa foi criado em meio à crise da zona do euro, em um momento no qual a deflação era um perigo real.

Em meio ao desmonte generalizado de posições, o principal indicador do dia na Europa foi ignorado. A produção industrial do Reino Unido registrou uma alta modesta em abril, apesar de uma queda na produção manufatureira. O Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês) informou nesta terça-feira, 11, que a produção industrial geral subiu 0,1% em abril ante março, impulsionada pela expansão da indústria de mineração e extração e do setor de água e gestão de resíduos. Mas os dados mostraram que a produção em abril de 2013 ficou 0,6% abaixo do que era no mesmo mês do ano passado. Economistas esperavam que a produção industrial ficaria estável em comparação com março e teria uma queda de 0,7% na base anualizada.

O índice DAX da Bolsa de Frankfurt perdeu 1,03%, fechando a 8.222,46 pontos. A HeidelbergCement caiu 3,4%, ThyssenKrupp recuou 2,5% e Allianz teve queda de 2,3%. A Infineon foi o destaque positivo, subindo 3,3% após um upgrade do Citibank.

Em Londres, o índice FTSE caiu 0,94% e encerrou a sessão a 6.340,08 pontos. As mineradoras recuaram novamente, pressionadas pela queda nos preços dos metais. Evraz e Ploymetal International caíram 5,9% e 4,2%, respectivamente, enquanto Fresnillo e Glencore Xstrata perderam 3,8%.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 recuou 1,39% e fechou a 3.810,56 pontos. O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, perdeu 1,63%, fechando a 16.286,60 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 teve desvalorização de 1,68%, a 8.089,30 pontos. E, na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 recuou 0,69%, fechando a 5.766,90 pontos. Fonte: Dow Jones Newswires.

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