Fed pesa e bolsas na Europa fecham com perdas

Resultado foi impactado por notícias de que o Federal Reserve, o banco central dos EUA planeja retirar estímulos da economia

13 de maio de 2013 | 13h41

As bolsas europeias fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, 13, influenciadas por uma reportagem do Wall Street Journal, segundo a qual o Federal Reserve, o banco central dos Estados Unidos, já começa a planejar como retirar os estímulos que tem injetado na economia norte-americana. O índice pan-europeu Stoxx 600 encerrou o dia com queda de 0,17%, aos 304,46 pontos.

Na sexta-feira, 10,o WSJ publicou que autoridades do Fed mapearam uma estratégia para desacelerar o programa de US$ 85 bilhões em compras de bônus destinado a sustentar a recuperação da economia dos EUA. De acordo com o jornal, o plano é reduzir o montante de bônus comprados mensalmente em passos cuidadosos, variando as compras conforme a confiança no mercado de trabalho e na inflação evoluir. O momento de iniciar a desaceleração, porém, ainda está sendo debatido, diz o WSJ.

O BNY Mellon avalia que a reportagem não significa que os EUA vão começar a apertar sua política imediatamente. "No entanto, sugere que o Fed vai adotar uma postura mais conservadora nos próximos anos", diz o banco.

Outro fator que provocou vendas de ações na maior parte da Europa foi a produção industrial da China, que ficou aquém do esperado em abril, com alta de 9,3% ante um ano antes. Analistas previam uma elevação maior, de 9,5%.

Por outro lado, as vendas no varejo dos EUA surpreenderam positivamente, avançando 0,1% em abril, ante uma previsão de queda de 0,4%. Já na Itália, o tesouro local vendeu hoje o montante máximo pretendido de 8,0 bilhões de euros em bônus a um custo menor que em ofertas anteriores.

A Bolsa de Madri teve o pior desempenho da sessão, com o índice Ibex 35 recuando 1,01%, para 8.457,80 pontos. Os bancos pesaram na Espanha, com perdas do Banco Popular (3%), Caixabank (2,4%) e Santander (2,2%).

Também fecharam em território negativo os índices CAC 40 (-0,22%, a 3.945,20 pontos), de Paris, FTSE Mib (-0,65%, a 17.171,52 pontos), de Milão, e PSI 20 (-0,90%, a 6.219,09 pontos), de Lisboa. O setor financeiro também influenciou os negócios na Itália, com quedas do Banca Monte dei Paschi (2,6%) e Banca Popolare di Milano (-2,1%).

As exceções entre os grandes mercados europeus foram Londres, com o FTSE 100 garantindo um modesto ganho de 0,10%, a 6.631,76 pontos, e Frankfurt, cujo principal índice acionário, o DAX 30, ficou praticamente inalterado, com um avanço marginal de 0,01%, para 8.279,29 pontos.

Entre bolsas menores, o destaque foi a de Atenas, que também operou na contramão. O índice ASE saltou 3%, para 1.065,22 pontos, impulsionado por bancos como Piraeus Bank (+28%) e Eurobank Ergasias (+29%). As informações são da Dow Jones.

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