Fernando Xavier deixa o Conselho da Vivo

O executivo Manoel Amorim, ex-presidente da Telefônica São Paulo, assumiu ontem a presidência do Conselho de Administração da Vivo. O cargo era ocupado por Fernando Xavier, que acumulava as funções de presidente do Grupo Telefônica no Brasil e da Telefônica São Paulo.A explicação oficial da Telefônica é que a saída de Xavier já estava prevista. O executivo, sobrecarregado com os outros cargos, deveria arrumar mais tempo para se dedicar ao cargo ou sair do conselho, segundo assessores.A notícia, no entanto, pegou o mercado de surpresa. "O Amorim é um cara operacional, não tem o perfil de presidente de conselho, que faz política em Brasília. Para mim, o recado é claro: ou a Telefônica vai assumir a Vivo ou vai assumir a TIM", disse um empresário ligado à companhia.A volta de Amorim ocorre num momento particularmente agitado na telefonia, com o anúncio de venda da TIM, inclusive no Brasil. A Telefônica, dona de 50% da Vivo, está sendo apontada como uma das principais candidatas à compra da TIM Brasil.Na Espanha, a Telefônica afirmou ontem que não "havia possibilidade" de estar interessada em qualquer ativo da Telecom Itália em qualquer país. Além disso, a Telefônica informou que a única aquisição que tem em seu horizonte é a dos 50% da Vivo.De volta ao BrasilO próprio Amorim não esperava o convite. Em junho deste ano, ele havia se mudado para Madri para comandar a divisão de telefonia fixa residencial da Telefônica para a América Latina. "Recebi o convite na semana passada. A notícia me pegou um pouco de surpresa, mas isso é comum no mundo dos negócios", disse Amorim ao jornal O Estado de S.Paulo.O executivo continuará à frente da divisão de telefonia fixa, mas ainda não decidiu se vai morar no Brasil ou na Espanha. "Pode ser que eu volte para o Brasil. É possível que a minha área seja transferida de Madri para o Brasil." Amorim chegou em São Paulo na terça-feira para assumir a presidência do Conselho de Administração. No dia seguinte, embarcou para Nova York, onde ficará duas semanas de férias. "Não há nada de extraordinário nessa indicação. A gente tem de subir na vida", brinca.

Agencia Estado,

14 de setembro de 2006 | 11h45

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