Fiat irá contratar 300 pessoas para reforçar produção em Betim

A Fiat Automóveis iniciará em setembro a contratação de 300 funcionários, ampliando seu quadro para 9,3 mil trabalhadores. A montadora instalada em Betim (MG) vai reforçar o efetivo nas linhas de produção de todos os modelos da marca, do popular Mille à perua Marea.No início do ano, a montadora mineira já havia contratado 300 pessoas para criar um terceiro turno de trabalho na área de pintura e para os setores de engenharia e design. Novas vagas devem ser abertas nos próximos meses em Betim, envolvendo também outras empresas do Grupo Fiat, como Comau e Magneti Marelli.Segundo a direção da Fiat, além do crescimento do mercado interno de veículos, as exportações da marca não caíram, contrariando previsões do próprio presidente da montadora, Cledorvino Belini, no início do ano. De janeiro a julho, a companhia exportou 58,1 mil veículos, praticamente o mesmo volume de igual período do ano passado. As vendas internas aumentaram 7,7%, para 241,9 mil unidades. A produção acompanhou esse ritmo e cresceu 7,8%, para 315,8 mil veículos.Os contratos de trabalho são por tempo indeterminado e um acordo assinado ontem com o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim estabelece garantia de emprego para todos os funcionários da montadora no mínimo até o fim deste ano.O salário médio de um operário da produção na Fiat é de R$ 1,1 mil. Na Volkswagen de São Bernardo do Campo a média é de R$ 3,6 mil, incluindo pessoal administrativo. Na lista das montadoras mais competitivas, a Fiat produz 2,2 mil carros ao dia e concentra a linha de produtos numa só fábrica. As concorrentes Volkswagen e GM têm no País três unidades de automóveis cada uma, estratégia que, no caso da Volks, é criticada por especialistas do setor automotivo e sindicalistas.?Foi um erro estratégico industrial?, disse Corrado Capellano, da Roland Berger. ?Num momento em que as empresas compartilham plataformas, a Volks faz o Fox e seus derivados em três fábricas.?Em 2001, a Fiat desbancou a Volkswagen da liderança do mercado, posto ocupado durante 42 anos. A marca italiana perdeu a posição em 2004 para a GM, mas a recuperou no ano seguinte. Neste ano, até julho, mantém o primeiro lugar, com 25% das vendas de automóveis e comerciais leves.

Agencia Estado,

31 de agosto de 2006 | 17h55

Tudo o que sabemos sobre:
empresas

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.