Fibria é uma das apostas dos analistas para esta semana

A empresa divulgará os resultados do quarto trimestre de 2017 na segunda-feira, 29

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

27 de janeiro de 2018 | 05h00

A exportadora de papel e celulose Fibria é a aposta de analistas nesta semana. A empresa divulgará os resultados do quarto trimestre de 2017 na segunda-feira (29) e participantes da coluna apostam que a ação será impulsionada pelo balanço. A equipe da Guide Investimentos diz esperar números fortes e lembra que a companhia vivencia um momento positivo quanto ao ciclo dos preços da celulose e à operação da fábrica Horizonte II, que tende a propiciar um aumento significativo no fluxo de caixa e, consequentemente, redução da alavancagem financeira nos próximos trimestres.

Outra casa que incluiu Fibria na carteira foi a Lerosa. Além da perspectiva de avanço positivo, o analista Vitor Suzaki diz que o ano para a empresa deverá ser de forte geração de caixa. 

 

Nesta semana, analistas opinaram sobre os efeitos da decisão do TRF-4 pela condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a bolsa de valores, daqui para frente. Leitores da coluna questionaram se a trajetória de alta deve ser mantida ou se o movimento passará a ser de realização de lucros (venda para embolsar os ganhos). A dúvida surgiu principalmente depois de ações com maior peso no Índice Bovespa, como Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e B3 – o papel da própria bolsa –, terem atingido preços inéditos, desde que começaram a ser negociadas, no final do pregão de quarta-feira (24). 

A unanimidade dos desembargadores do TRF-4 se estendeu sobre o mercado financeiro. De forma unânime, analistas responderam que veem espaço para mais avanços da bolsa. A leitura da Magliano é de que a disputa eleitoral será menos nebulosa, com Lula possivelmente fora de cena. “Considerando a maior clareza na disputa eleitoral e o cenário de recuperação da economia global e brasileira, esperamos melhora de resultados das empresas”, diz o analista Pedro Galdi.

“Com resultados mais positivos, os preços justos das ações devem ser revisados para cima, ampliando a expectativa de valorização ainda superior na B3”, acrescenta Galdi.

Para o time do Santander, o investidor estrangeiro continuará a sustentar a trajetória de alta das ações no curto prazo. “Embora todo movimento altista seja marcado por realizações em determinados momentos, o otimismo vindo do exterior somente irá se dissipar com alguma frustração quanto ao ritmo de crescimento global, o que não imaginamos que ocorrerá, por ora”, diz o analista Ricardo Peretti. 

Ele afirma que a recomendação para o investidor pessoa física é apostar em ações dos setores de varejo e automotivo, que devem apresentar taxas de crescimento sólidas neste ano.

Vitor Suzaki, da Lerosa, avalia que, no curto prazo, o fluxo de investimentos estrangeiros na bolsa deve se manter e a manutenção do otimismo em relação ao cenário eleitoral visto após a derrota de Lula pode levar à renovação das máximas das ações diariamente. 

O analista da Coinvalores, Felipe Silveira, afirma que ainda há espaço para valorização das ações, desde que haja um fortalecimento de uma candidatura reformista. 

Para a equipe da XP, o investidor deve se atentar ao fato de que, em momentos de maior volatilidade, papéis de beta elevado - que seguem mais de perto o Ibovespa - tendem a se sobressair . “Dentro desse perfil de risco podemos incluir principalmente estatais e até small caps (ações de menor capitalização)”, explica Bruna Pezzin.

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