Financiamento do BNDES à Usiminas é o maior em 2006 para siderurgia

O financiamento de R$ 900 milhões aprovado para o grupo Usiminas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) foi o maior valor de financiamento aprovado pelo banco para uma empresa de siderurgia este ano. Segundo informações do BNDES, o montante também corresponde a mais da metade do valor total de financiamentos aprovados pelo banco até o momento para o setor de siderurgia, que é de R$ 1,77 bilhão. Antes do anúncio da aprovação de crédito para o grupo Usiminas, o banco já tinha anunciado outras sete aprovações para empresas de siderurgia - incluindo a Cosipa. Este ano, foram divulgadas as aprovações para Acesita (R$ 200 milhões); Cimesa (R$ 185 milhões); Cosipa (R$ 130 milhões); Companhia Siderúrgica Nacional (CSN - dois financiamentos: uma para área de cimento, de R$ 150 milhões; e outro para a mina Casa de Pedra, de R$ 733 milhões); Votorantim (R$ 28 milhões) e Gerdau (R$ 345,4 milhões).O gerente de departamento de Indústria de Base do BNDES, Elizio Gonçalves de Araújo, lembrou que as empresas de siderurgia começam, este ano, a se preparar para o mais novo ciclo de investimentos no setor. "Elas (as empresas ) estão começando a investir em aumento de capacidade. Mas o grosso dos investimentos deve vir mesmo no período de 2007 a 2008. E investimentos de aumento de capacidade são de boa duração, de dois a cinco anos", disse.Ao comentar sobre o financiamento concedido ao grupo Usiminas, o gerente explicou que o financiamento foi concedido na modalidade "Limite de Crédito", que permite a liberação de recursos aos poucos, conforme as demandas de investimentos ocorram. O teto para obtenção de financiamento nessa modalidade é de R$ 900 milhões - ou seja, o grupo Usiminas pode obter crédito até esse valor junto ao BNDES. Segundo o executivo, o grupo já confirmou que utilizará pelo menos R$ 800 milhões até 2008, e deve usar até o limite máximo do financiamento.Os desembolsos do BNDES para siderurgia este ano já somam R$ 2,4 bilhões. Na área de insumos básicos, categoria na qual o setor siderúrgico está incluído, a previsão é de que os desembolsos atinjam R$ 5 bilhões até o final do ano - cifra 66,6% superior ao apurado em 2005 (R$ 3 bilhões). "Outras empresas do setor (de siderurgia) estão pleiteando recursos do BNDES", afirmou o executivo, sem citar nomes, considerando que novas aprovações podem ser anunciadas no segundo semestre.

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