Financiamento e juro menor favorecem demanda por novos imóveis

A maior disponibilidade de financiamento e menores taxas de juros devem contribuir para o crescimento da demanda por novas moradias na região metropolitana de São Paulo, principal reduto da Abyara Planejamento Imobiliário. Segundo informações do prospecto de distribuição pública de ações lançado este mês pela companhia, a empresa também acredita que as recentes alterações regulatórias tenham um impacto positivo sobre os novos empreendimentos residenciais. "Esperamos que a demanda por novas moradias continue alta e que a maior disponibilidade de crédito e menores taxas de juros permitirão que as famílias brasileiras adquiram mais imóveis. Aqueles que já possuem moradias próprias poderão ter outras de padrão mais elevado e indivíduos das classes mais baixas poderão comprar suas moradias pela primeira vez", explica. Segundo a empresa, parcela substancial da população brasileira, estimada em 186 milhões de habitantes, e do Produto Interno Bruto (PIB) de, aproximadamente, R$ 1,9 trilhão, está concentrada no sudeste do País, principalmente na região metropolitana de São Paulo. "A região metropolitana de São Paulo concentra 19,3 milhões de habitantes e responde por 15,7% do PIB. A cidade de São Paulo, por sua vez, é a maior e mais densamente povoada cidade brasileira", destaca. Crédito O prospecto da Abyara aponta também dados do Banco Central, que mostram que o volume de crédito para imóveis residenciais foi de R$ 1,6 bilhão no primeiro trimestre de 2006, 74% maior do que no mesmo período de 2005. No período de 12 meses encerrado em 28 de fevereiro deste ano, o volume de financiamento hipotecário foi de R$ 5,2 bilhões, 67% maior do que no período de 12 meses finalizado em 28 de fevereiro de 2005, sendo que as unidades vendidas aumentaram de 55,688 mil para 65,576 mil. "A legislação brasileira agora prevê que pelo menos 65% dos depósitos em conta de poupança sejam utilizados para financiamento imobiliário e que no mínimo 80% do crédito seja destinado para empréstimos residenciais pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação)", explica. Segundo a empresa, em dezembro de 2005, havia quase R$ 136 bilhões no sistema de poupança, dos quais apenas 37,9% foi utilizado para empréstimos residenciais. Seriam necessários mais R$ 36 bilhões para atingir o valor mínimo de 65%. "Em função das taxas de juros atuais, a demanda por financiamento imobiliário ainda encontra-se aquém de seu potencial. Espera-se que, em caso de queda sustentada das taxas de juros, uma maior parcela desses recursos seja efetivamente destinada ao financiamento imobiliário", afirma. Segundo a empresa, o nível de crédito imobiliário no Brasil é baixo se comparado ao de outros países. As 60,769 mil unidades financiadas no País em 2005 representaram 0,3% do PIB. Para analisar novos projetos imobiliários, a Abyara Planejamento Imobiliário, conta com uma equipe de sociólogos, urbanistas e arquitetos. Segundo informações do prospecto de distribuição pública de ações lançado neste mês pela companhia, os profissionais dedicam-se exclusivamente à pesquisa e análise do mercado imobiliário. A empresa já lançou 338 empreendimentos em São Paulo desde a sua fundação em 1995. A Abyara, que também atua como corretora imobiliária na região metropolitana de São Paulo, conta com 596 corretores independentes trabalhando exclusivamente para a companhia.

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