Fipe: reajuste de ônibus eleva 3ª prévia do IPC a 1,16%

O grupo Transportes, mais uma vez, foi o grande vilão da inflação paulistana neste início de ano, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Na terceira quadrissemana de janeiro (últimos 30 dias encerrados em 23 de janeiro), o grupo apresentou expressiva alta de 3,52% e representou sozinho por 0,56 ponto porcentual (48,20%) de toda a taxa registrada no período pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC), de 1,16%. Trata-se da maior alta do indicador desde a segunda quadrissemana de junho de 2008, quando a taxa geral de inflação em São Paulo foi de 1,26%.

FLAVIO LEONEL,

27 Janeiro 2010 | 11h28

O maior responsável pela alta do grupo Transportes foi novamente o reajuste de 17,4% autorizado pela Prefeitura de São Paulo no dia 4 de janeiro para as passagens de ônibus do município. No decorrer deste mês e em parte de fevereiro, o IPC continuará captando o aumento nas tarifas.

Na terceira quadrissemana de janeiro, o item ônibus apresentou variação expressiva de 9,71% ante 5,83% da segunda quadrissemana. Mereceram destaque também as altas dos itens lotação e integração, de 10,85% (ante 6,49%) e de 4,23% (ante 2,56%), respectivamente.

Além dos itens ligados ao reajuste da passagem de ônibus, os combustíveis também pressionaram o grupo no período. Segundo a Fipe, a gasolina subiu 0,81% e o álcool apresentou elevação de 12,05% na terceira leitura de janeiro. Na segunda medição deste mês, houve um aumento de 0,63% e 9,05%, respectivamente.

Fora do grupo Transportes, mereceram destaque da Fipe as altas do grupo Alimentação e Educação. A variação média dos alimentos, de 1,66%, respondeu por 0,38 ponto porcentual (32,51%) de toda a taxa do IPC da terceira quadrissemana de janeiro e teve como principal vilão o subgrupo Produtos In Natura, com variação de 4,55% ante +3,48% da segunda medição do mês, seguido pelo subgrupo Semielaborados (1,77% ante 1,28%).

A alta de 3,48% do grupo Educação representou 0,13 ponto porcentual (11,24%) de toda a inflação e teve como principal destaque o segmento de Cursos Formais, com variação de 3,83% (ante 2,07%).

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