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Fique de olho: IP sugere seleção e destaca Coteminas, Globex, BrT e Copel

Após a forte valorização da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nos últimos três anos, a estratégia de seleção dos ativos ganhou uma importância ainda maior para quem busca ganhos no mercado acionário. A análise é do sócio da Investidor Profissional (IP) Bruno Levacov. Ele destaca que a alta da Bovespa não aconteceu de maneira uniforme, portanto, enquanto o preço de alguns papéis já subiram muito, outros ainda representam boas oportunidades de retorno. Uma das pioneiras na gestão independente de recursos no País, a IP administra hoje cerca de R$ 1 bilhão e tornou-se conhecida por adotar estratégias de longo prazo e baseadas nos fundamentos das empresas, com pouca ou nenhuma influência de fatores conjunturais. Dentro dessa filosofia, Levacov destaca duas categorias de papéis com possibilidade de retorno. A primeira é representada pelas ações com volume de negócios (liquidez) reduzido e que estão mais baratas do que as empresas ?da moda?. É o que acontece, segundo ele, com Coteminas. ?A ação foi excessivamente castigada por eventos de curto prazo, como a queda do dólar?, avalia. O sócio da IP aponta os ganhos de sinergia e o potencial de crescimento da companhia a partir da fusão com a norte-americana Springs, ocorrida no segundo semestre. A Coteminas, acrescenta, possui ainda uma perspectiva muito grande de expansão de geração de caixa e não apresenta necessidade de grandes investimentos. Outra empresa que ainda não registrou na cotação em Bolsa o potencial de crescimento do negócio é Globex (Ponto Frio), na avaliação de Levacov. ?A empresa passou por momentos difíceis no passado, com o apagão e indefinições societárias, mas se recuperou e vem obtendo ótimos resultados?, detalha. Já a segunda categoria, segundo o especialista da IP, é formada por empresas cujas ações apresentam desconto relevante em relação ao valor justo por conta de eventos específicos, e que tendem a ser contornados no longo prazo. Nesse grupo, acrescenta, encontram-se Brasil Telecom Participações ON e Copel. ?Os riscos societários estão excessivamente precificados?, argumenta, sobre BrT. Para ele, a companhia possui um valor estratégico alto e especificamente o papel ON está protegido com tag along (direito do minoritário de receber valor proporcional à venda do controle) em caso de novas reviravoltas no controle da empresa. No caso de Copel, segundo Levacov, os riscos políticos normalmente ligados à empresa são minimizados num horizonte de tempo maior. ?Por isso, acreditamos que os preços atuais representam uma oportunidade de compra.? A queda do IGP-M, índice de reajuste das tarifas, deve fazer com que a estatal paranaense aproveite para reduzir o desconto oferecido aos clientes, o que deve trazer o patamar de receitas mais próximo aos níveis potenciais, projeta o especialista. Na análise do sócio da IP, o momento não é oportuno para algumas companhias do segmento de varejo e também para a maioria das novatas da Bolsa, alvo de ofertas públicas de ações (IPOs). Isso porque os múltiplos dessas companhias estariam ?precificados para a perfeição?. ?As empresas de IPO são muito boas e podem, de fato, apresentar o crescimento projetado no preço da ação, mas a margem para erro desse cenário é muito pequena?, pondera. (Matéria especial publicada no AE Empresas e Setores, serviço de informações e análise de empresas, setores e ações da Agência Estado. Para obter informações sobre produtos e serviços da empresa ligue para 0800 016 1313 ou envie mensagem para comercialae@agestado.com.br)

Agencia Estado,

05 de maio de 2006 | 07h00

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