Fitch acredita que empresas brasileiras vão crescer

O cenário é bom para investir na Bolsa. É isso o que se pode deduzir da elevação das notas de empresas brasileiras feita ontem pela agência de classificação de risco Fitch Ratings. A Fitch elevou ontem os ratings de probabilidade de inadimplência do emissor (Issuer Default Ratings - IDR) em moeda estrangeira e em escala nacional de longo prazo de diversas companhias brasileiras. A decisão segue-se ao upgrade anunciado na quarta-feira para o rating de IDR em moedas local e estrangeira de longo prazo do Brasil, de "BB-", com perspectiva positiva, para "BB", com perspectiva estável. "As empresas brasileiras souberam aproveitar a forte liquidez global para alongar os vencimentos, diminuir os custos dos financiamentos, aumentar o patrimônio, que, conjuntamente, fortaleceu o balanço de muitas empresas", afirmou o diretor-executivo da Fitch Brasil, Rafael Guedes. "Adicionalmente, a queda das taxas de juros reais e nominais no Brasil favorece a recuperação da economia brasileira, o que deve beneficiar várias empresas do setor privado. O aprimoramento nas indústrias reguladas e o alto preço das commodities também ajudaram a reforçar os fundamentos do crédito corporativo. Esses fatores, dentre outros, estão refletidos nos aumentos dos nossos ratings nacionais de longo prazo." As empresas que tiveram suas notas elevadas foram Alcoa Alumínio, Aracruz Celulose, Baesa - Energética Barra Grande, Braskem International, Braskem S.A., CTBC Telecom, AmBev, Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR), Cemig, CSN, Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST), CST Overseas, Copel, CPFL Paulista, CVRD, CPFL Energia, Duratex, Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de Sao Paulo, Gerdau Açominas, GOL, Ita Energética, MRS Logística, Petrobras, Ripasa, Samarco Mineração, Suzano, Telemar Norte Leste, Tele Norte Leste Participações, Tractebel, Unipar e Votorantim.

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