Fitch coloca ratings da Fibria em observação positiva

Análise segue o anúncio da venda de 50% da participação da companhia no Conpacel e da distribuidora de papéis KSR para a Suzano Papel e Celulose

Agência Estado,

23 de dezembro de 2010 | 16h41

A Fitch Ratings colocou os IDRs (Issuer Default Rating - Rating de Probabilidade de Inadimplência do Emissor) em Moeda Estrangeira e Local da Fibria BB e o rating nacional de Longo Prazo A+(bra) em observação positiva. A análise, destacou a agência de classificação de riscos, segue o anúncio da venda de 50% da participação da companhia no Conpacel e da distribuidora de papéis KSR para a Suzano Papel e Celulose. "A Fitch espera que os recursos dessa venda sejam utilizados pela Fibria para acelerar o seu plano de redução da dívida", aponta comunicado.

Com a conclusão da operação estimada em R$ 1,5 bilhão, o índice dívida líquida/EBITDA da companhia deve cair de 4 vezes em setembro para um resultado por forma de 3,8 vezes, segundo cálculos da própria agência.

Suzano

A agência afirmou também rating (classificação de risco) nacional de longo prazo da Suzano Papel e Celulose e de sua terceira emissão de debêntures, com vencimento em 2014 e 2019, em A+(bra). A perspectiva do rating corporativo é estável dois dias após a fabricante anunciar a aquisição de 50% do Conpacel junto à Fibria. A operação, avaliada em R$ 1,5 bilhão, inclui ainda a compra da distribuidora de papéis KSR.

Para a agência de classificação de riscos, a operação não deverá resultar impacto exagerado no endividamento da companhia. "A aquisição de 50% de participação na Conpacel não deverá aumentar significativamente a alavancagem da Suzano além do esperado", aponta comunicado divulgado hoje. O documento reforça que já era prevista uma elevação no nível de endividamento da Suzano até 2014, "como resultado de seu grande programa de investimentos". O programa de investimentos da companhia, segundo a Fitch, prevê aportes superiores a R$ 9 bilhões ao longo dos próximos cinco anos.

A Fitch destaca ainda que a Suzano encerrou o terceiro trimestre com R$ 3,6 bilhões em caixa e dívida total de R$ 7,7 bilhões, dos quais R$ 1,3 bilhão em dívidas de curto prazo. Com isso, o índice dívida líquida/EBITDA estava em 2,6 vezes. "Com esta transação, em base pro forma, o índice dívida líquida/EBITDA da Suzano aumenta para 3,0 vezes", aponta.

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