Fitch rebaixa ratings da Camargo Corrêa

Reclassificação acontece após o anúncio da companhia de compra de 22,17% de participação na Cimpor, por 968,3 milhões de euros

Agência Estado,

12 de fevereiro de 2010 | 09h34

A agência de classificação de risco Fitch Ratings rebaixou na noite de ontem os ratings de Probabilidade de Inadimplência do Emissor em moeda estrangeira e local da Camargo Corrêa e de seu veículo de finalidade específica CCSA Finance Limited de BB para BB-. A perspectiva dos ratings corporativos, por sua vez, foi revisada de negativa para estável.

 

A reclassificação acontece após o anúncio da companhia de compra de 22,17% de participação na Cimentos de Portugal (Cimpor) da Teixeira Duarte Engenharia e Construções, por 968,3 milhões de euros (cerca de R$ 2,50 bilhões). Isso sem contar que um dia depois, ontem no final da tarde, a empresa anunciou a compra de uma nova fatia na Cimpor de mais 6,5%, desta vez da Bipadosa. A operação envolve cerca de 300 milhões de euros.

 

Também foram rebaixados de AA-(bra) para A+(bra) os ratings Nacional de longo prazo da companhia e o das debêntures da 1ª série (R$ 400 milhões, com vencimento em 2012) e 2ª série (R$ 700 milhões, com vencimento em 2014) da segunda emissão.

 

No caso da CCSA Finance Limited, as notas seniores sem garantia, no montante de US$ 250 milhões, com vencimento em 2016, tiveram seu rating reduzido de BB para BB-.

 

"O rebaixamento reflete os efeitos de alavancagem que esta transação terá nas medidas de proteção do crédito da Camargo, que já estavam fracas para a categoria dos ratings, com base na dívida líquida", destaca a Fitch ao estimar que a dívida líquida da empresa irá de R$ 7,7 bilhões para R$ 10,1 bilhões, em base pro forma, enquanto o índice pro forma de alavancagem

líquida deverá subir de 2,7 vezes para 3,5 vezes.

 

Em relatório, os analistas da Fitch lembram que o perfil de crédito da Camargo tem mostrado tendências negativas desde o início de 2009, quando a companhia adquiriu 50% do capital da VBC Energia do Grupo Votorantim, por R$ 2,6 bilhões, financiados basicamente por dívida.

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