"Fomos surpreendidos por resposta hostil", diz Sadia

O diretor de Finanças e Relações com Investidores da Sadia, Luiz Murat, disse há pouco que a empresa, "muito a contra gosto", decidiu retirar a oferta pública de compra da Perdigão, lançada no início da semana. Segundo ele, a concorrente não manifestou disposição em negociar pois respondeu às duas propostas muito rapidamente, embora houvesse um prazo de 45 dias para se fazer isso.Murat se queixou do imediato posicionamento da Previ, maior acionista da Perdigão, na segunda proposta, pois a rejeição ocorreu em 15 minutos. "Eles rejeitaram a primeira oferta calcados em preço. Fizemos um esforço extraordinário de aumento e fomos rechaçados até com indulgência, em 15 minutos, o que para nós é surpreendente, pois são acionistas com participação lá e aqui", afirmou. "Fizemos uma oferta voluntária e fomos surpreendidos por uma resposta hostil."O executivo falou ainda que a Sadia não pensa em refazer a proposta ou negociar por outros meios, como diretamente com os maiores acionistas, os fundos de pensão. Para ele, as fundações continuam controlando a companhia, apesar da entrada no Novo Mercado. "Ficou claro que ainda há bloco de controle, em que uma pessoa fala por todos. Tentamos fazer uma operação nos moldes do Novo Mercado, mas alguém achou que tinha que ser do jeito antigo. Não era este o jogo que esperávamos fazer."

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