Fornecer minério à Vale não impede oferta pela Corus, diz CSN

A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) afirmou que ainda está comprometida em adquirir a anglo-holandesa Corus e negou notícias sugerindo que sua oferta poderia ser interrompida por uma disputa judicial sobre o fornecimento de minério de ferro no Brasil. Ontem, o diário britânico Financial Times (FT) noticiou que a Companhia Vale do Rio Doce poderia questionar a capacidade da CSN de fornecer minério de ferro para a Corus se o grupo for bem sucedido em sua investida. Uma grande parte da lógica por detrás da oferta da CSN é que ela seria capaz de enviar minério de ferro mais barato de sua mina Casa de Pedra, no Brasil, para as fábricas européias da Corus.Uma disputa nesse campo poderia fornecer um novo fôlego para a proposta da concorrente indiana Tata Steel pela Corus, acrescenta o FT. A Tata tem fontes limitadas de minério de ferro e pelas leis de exportações da Índia é pouco provável que consiga a permissão para embarcar o produto para o exterior nos próximos anos.Citando o diretor de operações de metais ferrosos da Vale, José Martins, o jornal diz que a mineradora vai questionar a capacidade da CSN de embarcar minério de ferro com base nos termos do contrato assinado entre as companhias em 2001. Uma interpretação desse acordo é que a Vale tem o direito de preferência para qualquer produção extra de minério da Casa de Pedra. "Se a CSN comprar a Corus, vamos acompanhar de perto como o negócio foi feito para ver se nosso direito de preferência continua em vigor", diz Martins. As informações são da Dow Jones.

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