Fracassa oferta da CSN pela Cimpor

A empresa não conseguiu comprar um terço mais uma ação da maior produtora de cimento de Portugal

Jair Rattner, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 19h05

A Oferta Pública de Aquisição (OPA) que a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fez para adquirir uma participação na Cimpor falhou, segundo fonte ligada à companhia. A empresa não conseguiu comprar um terço mais uma ação da maior produtora de cimento de Portugal e terceira maior do Brasil. Segundo a fonte, os dados sobre o total de acionistas dispostos a vender só serão divulgados amanhã, na sessão extraordinária da Bolsa de Valores de Lisboa para apurar o total de ordens de venda.

 

Inicialmente, a oferta da CSN era de € 5,75 por ação, condicionada à compra de pelo menos 50% mais uma ação da Cimpor. A oferta não foi bem recebida, e a CSN decidiu elevar sua proposta para € 6,18. A siderúrgica também se dispôs a fechar o negócio caso conseguisse adesão de um terço mais uma ação da empresa portuguesa.

 

Após a oferta da CSN, a Camargo Corrêa e a Votorantim conseguiram comprar participações de vários acionistas da Cimpor. A Camargo tornou-se a maior acionista da empresa, com fatia de cerca de 33%. A Votorantim ficou com 17,2% das ações, sendo que tem um acordo para atuar conjuntamente com a Caixa Geral de Depósitos, que possui 10% da empresa. O empresário Manuel Fino, através da holding Investifino, fica com cerca de 10% da Cimpor, praticamente a mesma percentagem do fundo de pensões do Banco Comercial Português - gerido pela empresa inglesa F & C. O free float da empresa é de cerca de 19%.

 

 

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