NYT
NYT

Fundo citado em operação 'Estrela Cadente' tinha único cotista, diz BTG

Segundo banco, Bintang pertencia a profissional de mercado, pessoa física, que era o gestor credenciado junto à CVM

Fernanda Guimarães, O Estado de S.Paulo

03 de outubro de 2019 | 13h34

O BTG Pactual afirmou que o fundo alvo da operação denominada "Estrela Cadente", o Fundo Bintang FIM, tinha um único cotista, pessoa física e profissional do mercado financeiro, que também era o gestor credenciado junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Informou ainda que o cotista "nunca foi funcionário do BTG Pactual ou teve qualquer vínculo profissional com o banco ou qualquer de seus sócios".

"O Banco BTG Pactual exerceu apenas o papel de administrador do referido fundo, não tendo qualquer poder de gestão ou participação no mesmo", informou a instituição financeira. Segundo o regulamento do fundo registrado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o gestor era Marcelo Augusto Lustosa de Souza.

Hoje, uma operação conjunta do Ministério Público Federal em São Paulo (MPF-SP) e da Polícia Federal foi deflagrada para investigar supostos vazamentos de resultados de reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) ocorridos nos anos de 2010, 2011 e 2012. Essa operação ocorreu na esteira da delação premiada de Antônio Palocci, que investiga se houve fornecimento de informações sigilosas sobre alteração na taxa Selic em favor de um fundo que teria obtido "lucros extraordinários".

O BTG afirmou que hoje recebeu "pedidos de informação do MPF referentes à operações realizadas pelo Fundo Bintang FIM".

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.