Fundo dos EUA teve lucro de R$ 1,1 mi no caso Ipiranga

A maior parte dos 26 investidores investigados pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e pelo Ministério Público Federal por suspeita de uso de informação privilegiada no caso da venda do Grupo Ipiranga é formada por pessoas físicas. Mas é do fundo de investimentos norte-americano, cujo nome não foi ainda divulgado, a maior aplicação e lucro nominal mais vultoso com a operação até agora.Segundo o procurador da República Sady Assumpção Torres Filho, que coordena a ação do Grupo de Mercado de Capitais do Ministério Público, o fundo investiu R$ 2,5 milhões e teve ganho de 44%, o que equivale a R$ 1,1 milhão. O dinheiro faz parte dos quatro lotes bloqueados judicialmente. "Já temos elementos para o pedido de ação civil pública", disse Torres Filho.O prazo considerado pelo MP para a abertura da ação é 23 de abril, quando expira a liminar que determinou o bloqueio. Com isso, permanecerão inacessíveis os cerca de R$ 4 milhões, somados investimentos e lucros de quatro aplicadores.CVM elogiadaOs presidentes do Grupo Ultra, Pedro Wongtschowski, e da Braskem, José Carlos Grubisich, que participaram de audiência na Câmara dos Deputados ontem, elogiaram a atuação da CVM na investigação do vazamento. "Gostaria de registrar o apoio pela ação pronta e enérgica da CVM", disse Wongtschowski. "A CVM está cumprindo muito bem o seu papel", acrescentou. "Espero que esse episódio seja esclarecido o mais rapidamente possível e que as pessoas responsáveis sejam punidas", afirmou Grubisich, da Braskem.O diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa disse também que o laudo de avaliação das ações que sustentou a operação de compra do Grupo Ipiranga deverá ser divulgado nos próximos 10 ou 15 dias. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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