Fundo imobiliário é opção, mas liquidez das cotas ainda é problema

Os fundos imobiliários foram criados em junho de 1993 e são uma alternativa para aplicar no setor sem precisar se envolver diretamente na administração do investimento. Até o momento, o mercado está concentrado nos investidores institucionais, como fundos de pensão, seguradoras e incorporadoras. Dois fatos contribuem para este quadro. Primeiro, na média as quotas custam caro. O segundo problema é a dificuldade de venda das cotas. Como esses fundos são fechados, o administrador, que é uma instituição financeira, não tem compromisso de garantir recompra das cotas. Ou seja: quem quiser sair do investimento precisa vender sua cota no mercado secundário, onde a liquidez ainda é restrita. É preciso que mais fundos tenham a vocação para o varejo, oferecendo ao mercado cotas com menor valor, para que este investimento seja mais popular, e o mercado secundário receba incentivos. Um caminho nesta direção é os administradores darem garantia de liquidez para o investidor, comprando as quotas dos que desejam sair do investimento. Alguns fundos já adotam esta postura, garantindo sempre a compra e a venda das cotas, com um determinado nível de ganho, para volumes limitados. Teoricamente, uma das vantagens do fundo imobiliário seria justamente oferecer maior liquidez que a venda de imóveis inteiros, pelo sistema de cotas, mas na prática não é isso que acontece hoje.

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