Fundos: CVM deve ampliar prazo de audiência da revisão da 409

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) deve ampliar o prazo para determinar as novas regras do mercado de fundos sobre concentração de ativos. O objetivo é reduzir os riscos das aplicações. A informação sobre o adiamento do prazo foi divulgada pelo gerente de Acompanhamento de Investidores Institucionais, Luís Felipe Lobianco. Segundo Lobianco, a adiamento atende a pedido da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid). No cronograma atual, o prazo de audiência teria encerramento em 9 de junho. A revisão da Instrução número 409 tem como objetivo a criação de limites de concentração da carteira dos fundos por modalidade de ativos. De acordo com Lobianco, a proposta deve-se à preocupação da CVM sobre a oferta de fundos de investimento que tenham forte concentração de ativos privados, em especial, de baixa liquidez. Ele lembrou que o Banco Santos tinha fundos com ativos privados e de pouquíssima liquidez, resultando em problemas para os investidores. "Se a nova Instrução estivesse em vigor, esses fundos dos Santos não seriam constituídos ou seriam formados apenas para investimentos superiores a R$ 1 milhão." Dentre as propostas do texto em audiência pública está o limite de 30% de risco privado nos fundos de varejo. Para os portfólios de varejo carimbados como de crédito privado, o limite sobe para 50%. Já nos fundos para investidores qualificados, os ativos privados podem atingir 60% do total. E para carteiras com investimento inicial acima de R$ 1 milhão, não há limite. Reportagem divulgada no serviço AE Empresas e Setores, que acompanha o desempenho de empresas e de suas ações no mercado acionário e também o mercado de fundos de investimento)

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