Fundos da Fator Corretora tiram nota "A" após investir no varejo

Três fundos da Fator Corretora foram promovidos à nota máxima pelo Rating AE/Ibmec, produto da Agência Estado, divulgado ontem, com a nota de fundos de ações correspondentes a agosto de 2006. O estudo, realizado pelo professor Antonio Zoratto Sanvicente, do Ibmec São Paulo, classificou 214 carteiras, selecionadas dentre as que apresentaram patrimônio líquido superior a R$ 1 milhão em 31 de agosto passado. A diretora de Gestão da Fator Administração de Recursos, Roseli Machado, atribuiu o bom desempenho dos fundos da instituição à estratégia de escolha dos ativos e de momento de mercado (market time). As três carteiras elevadas possuem características semelhantes, segundo Roseli. Duas delas são exclusivas (Faelba e Marajó), enquanto a Ações Institucional, com patrimônio de aproximadamente R$ 30 milhões, é voltada a investidores qualificados, como fundos de pensão, e segue aberta para captações. De acordo com a diretora da Fator, os fundos estão posicionados principalmente em papéis ligados à dinâmica da economia doméstica, como varejo e construção civil, que podem se beneficiar do aumento da demanda provocada pela redução da taxa básica de juros. "Não temos Vale e Petrobras na carteira", afirmou, lembrando do movimento de venda que atingiu os papéis e contribuiu para a Bolsa fechar em queda em agosto. Como exemplos de ações que contribuíram para o bom resultado dos fundos, ela citou Rossi Residencial, Submarino e Lojas Americanas. Esta última subiu com a decisão do conselho de administração da empresa de conceder tag along (extensão do prêmio de controle aos acionistas minoritários) de 100% para as ações ordinárias e preferenciais. Ao receber o direito ao prêmio de controle, os papéis preferenciais (PN) perdem a vantagem de receber dividendos 10% maiores em relação aos ordinários (ON), conforme prevê a legislação brasileira. Ao todo, 21 fundos foram promovidos para a nota máxima. Somando-os àqueles que já haviam obtido nota máxima, foram 43 os fundos de ações obtiveram nota ?A? no acompanhamento de agosto deste ano. A participação corresponde a 20,1% do universo da pesquisa. No mês anterior, 31 dos 218 portfólios avaliados tiveram classificação máxima, fatia equivalente a 14,2%. O Rating AE/Ibmec classifica os fundos de ações por prêmio e volatilidade.

Agencia Estado,

15 de setembro de 2006 | 07h00

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