Fundos de ações e bônus emergentes têm fortes entradas na semana

Os fundos de ações e de bônus dos mercados emergentes registraram entradas líquidas na semana encerrada na quarta-feira, em meio a uma melhora no cenário global. Os balanços positivos do segundo trimestre das grandes companhias dos EUA e os resultados favoráveis dos testes de estresse dos bancos europeus levaram a fluxos robustos, segundo dados compilados pela consultoria EPFR Global.

Regina Cardeal, da Agência Estado,

30 de julho de 2010 | 16h28

Os fundos de bônus dos mercados emergentes registraram sua segunda melhor semana neste ano, marcando a nona semana consecutiva de entradas e atraindo US$ 1,3 bilhão. Os dados econômicos dos EUA também deram sustentação a esse tipo de ativos, já que reforçaram as previsões de que as taxas de juros dos EUA não vão começar a subir até 2011, disse a EPFR.

Os fundos de ações de mercados emergentes absorveram no total US$ 3,2 bilhões na semana encerrada na quarta-feira, enquanto os temores de declínio na demanda dos investidores dos EUA e da Europa pareciam se dissipar.

Os fundos de ações dos mercados emergentes globais, geograficamente diversificados, receberam mais de US$ 1 bilhão, assim como os da Ásia (Japão excluído), que registraram suas maiores entradas em 14 semanas.

Os fundos de ações da América Latina tiveram, pela primeira vez desde março, três semanas seguidas de fluxo. Os fundos de ação do Brasil se mostraram particularmente fortes, com entradas de US$ 123 milhões - a máxima em 27 semanas -, depois de um aumento menor do que o anteriormente esperado no juro pelo Banco Central.

Os fundos de ações da Rússia receberam US$ 103 milhões.

No entanto, a fatia do dinheiro novo destinada aos maiores mercados emergentes - Brasil, Rússia, Índia e China - está caindo. Neste ano, a parcela do fluxo para os mercados de ações emergentes globais que está sendo direcionada para os Brics está em 4,8%, bem abaixo dos 12% registrados em 2009. As informações são da Dow Jones.

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