Fundos do poder público lideram aportes na 2ª semana do mês

No consolidado de toda a indústria, a captação líquida ficou positiva em R$ 10,458 bilhões

Ana Paula Ribeiro, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 09h26

As carteiras ligadas ao poder público lideraram as aplicações na indústria de fundos na segunda semana de janeiro (dias 5 a 12). Os aportes nessa categoria superaram os resgates em R$ 8,731 bilhões no período. Esse valor equivale a 83,5% de toda a captação líquida positiva registrada na segunda semana do mês, segundo dados do site Fortuna (www.fortuna.com.br).

 

Os fundos do poder públicos são aqueles destinados a cotistas ligados a um dos três níveis de governo (federal, estadual ou municipal) e representam a quinta maior categoria da indústria, com um patrimônio de R$ 150,958 bilhões.

 

No consolidado de toda a indústria, a captação líquida ficou positiva em R$ 10,458 bilhões na segunda semana de fevereiro e o patrimônio chegou a R$ 1,520 trilhão no dia 12 de fevereiro. A avaliação da movimentação nessa indústria desconsidera os fundos de investimentos em cotas (FACs).

 

Além dos fundos do poder público, os de renda fixa e os referenciados ao Di também apresentaram aportes significativos na segunda semana do mês, com captações líquidas de R$ 1,443 bilhão e R$ 983,512 milhões, respectivamente. A categoria renda fixa é a maior da indústria, com um patrimônio de R$ 289,397 bilhões.

 

Do lado negativo, foram os fundos multimercados que registraram os maiores saques no período, com uma captação negativa de R$ 639,812 milhões, e os fundos de direitos creditórios, com R$ 513,759 bilhões.

 

Em relação à rentabilidade, a maior variação positiva foi registrada na categoria fundos de privatização da Petrobras, com ganhos de 6,57% entre os dias 5 e 12 de fevereiro. Em seguida aparece o segmento fundos previdência (ações), como 5,10%. Entre as quedas, destaque para os fundos referenciados ao câmbio e os offshore de renda variável, com rentabilidade negativa de 1,30% e 0,44%, respectivamente. A rentabilidade média da indústria de fundos, excluindo os FACs, ficou positiva em 0,52%.

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