Fundos garantem facilidades para aplicador

É muito fácil comprar e vender cotas de fundos de investimento. Por esse motivo, são investimentos indicados quando você não quer perder tempo administrando seus recursos e decide pagar por essa comodidade. Regra geral, os bancos fazem estas operações pelo serviço de atendimento por telefone. Além disso, a cota do fundo é um indicador completo do rendimento da carteira, o que permite ao investidor um rápido acompanhamento de seu investimento ou mesmo a comparação com investimentos em fundos similares ou de mesmo perfil. É cada dia mais freqüente também a oferta de fundos de investimento pela internet. O investidor pode comprar cotas de diversos fundos com grande facilidade, bem como acompanhar suas aplicações e fazer resgates. É usual que os sites financeiros que vendem fundos de investimento se proponham a dar orientação aos clientes. Também na CVM, o investidor deve verificar se o site tem autorização para vender produtos financeiros. O investimento via internet, no entanto, requer outros cuidados. Há dois tipos de procedimento. Numa, o site financeiro faz a intermediação, mas o dinheiro vai diretamente para o fundo desejado. É o caminho mais seguro para o cliente, que neste caso corre o risco comum de investimento em fundos. O nome do cliente fica registrado no fundo como cotista. No outro tipo, o cliente deposita o dinheiro na conta do site financeiro, que reúne os recursos de muitos investidores e os aplica nos fundos. Esta aplicação, portanto, fica no nome do site financeiro, que é o representante do cliente. O risco neste caso é que o dinheiro do cliente está sob responsabilidade do site financeiro, e não do administrador do fundo de investimento. Ou seja, neste caso o cliente está acrescentando, além do risco normal do investimento em fundos, mais um fator de risco, que é a honestidade e a capacidade financeira do site responsável. Se a empresa que responde pelo site fechar, falir ou tiver gestão de má fé, é mais difícil - se não impossível - reaver o dinheiro. Pela legislação atual, se o site financeiro fizer uma venda de forma errada - orientando incorretamente o investidor na escolha do fundo - é também responsável por prejuízos que o investidor venha a ter. Mas, se o produto for vendido corretamente e houver perdas compatíveis com o investimento, o site não é responsável. Fica, no entanto, o risco de o próprio site não conseguir sobreviver como empresa. Por isso é mais recomendável fazer os negócios por meio de sites que apliquem o dinheiro no nome do próprio cliente, fazendo apenas o papel de distribuidor.

Agencia Estado,

17 de janeiro de 2006 | 11h28

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