Fundos perderam com volatilidade, mas muitos mostram recuperação

A indústria de fundos de investimento sentiu o baque da forte volatilidade dos mercados, absorveu perdas expressivas, mas está longe de registrar um desempenho negativo ao longo do ano. Mais: com a recuperação posterior do mercado doméstico, em boa parte motivada pela descompressão no segmento de renda fixa, muitos fundos já devolveram ou mesmo superaram os prejuízos acumulados no mês de maio. Para se ter uma idéia, o Índice de Fundos Multimercados (IFM) calculado pela consultoria RiskOffice, que reúne os principais fundos dessa modalidade - como os da Claritas, Pactual, Santander, ARX Capital, etc. - acumulam no ano uma rentabilidade positiva de 134% do CDI. Até o dia 29 de maio, a performance do IFM era negativa em 65% do CDI, resultado direto da volatilidade do mercado e do forte estresse registrado nos preços dos ativos. A modalidade de fundos de Renda Fixa, que carregam posições significativas de papéis públicos atrelados ao IPCA (NTN-B), também sofreram perdas significativas no estresse, mas tanto a rentabilidade anual desses fundos como a média de performance no mês, incluída aí a recuperação posterior à volatilidade, tendem a continuarem no terreno positivo. Os gestores de recursos destacam, nesse caso, a atuação do Tesouro Nacional para tranqüilizar o mercado, promovendo através de leilões de compra e troca de NTN-B uma porta de saída para os detentores que queriam se desfazer desses papéis - e que não tinham liquidez nem referência de preços para fazê-lo no mercado secundário.

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