Fundos reduzem exposição ao Brasil

Um levantamento mensal realizado pelo HSBC mostra que exposição ao Brasil entre os fundos de renda fixa dedicados a emergentes era ontem de 1,8% ante os 2% registrados há um mês. No caso da Argentina, essa média da exposição balanceada cresceu de 3,5% para 4,3% no mesmo período. Além do Brasil, os fundos reduziram sua exposição ao México, Rússia, Ucrânia e Uruguai e a elevaram no Peru, Filipinas e Turquia. A proporção dos fundos dedicados que mantinham ontem uma posição overweight no Brasil era de 32%, ante os 52% que registravam uma posição underweight. No caso da Argentina, 84% dos fundos estavam overweight e apenas 3% underweight. Segundo os estrategistas do HSBC, os fatores técnicos continuam favoráveis para a dívida emergente devido aos níveis ainda elevados de dinheiro nas mãos dos investidores, os patamares moderados de exposição e pelo fato de o mercado estar entrando num período de volumosos pagamentos de amortizações e cupons de bônus. "Embora a aversão ao risco venha gerando recentemente volatilidade no mercado, os sólidos fatores técnicos deverão continuar dando sustentação aos bônus emergentes", afirmaram os analistas do banco britânico. "Além disso, acreditamos que haverá um viés para valorização desses ativos pois a liquidez será estimulada nas próximas semanas após os pagamentos de US$ 12,8 milhões em amortizações e cupons previstos para abril."

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