Fusões e aquisições em 2011 podem ser iguais ou superar 2010

Participação de estrangeiros continuará forte em fusões e aquisições em 2011, segundo Amaral, com destaques para Europa e Ásia 

Chiara Quintão, da Agência Estado ,

17 de fevereiro de 2011 | 15h22

O presidente do subcomitê de fusões e aquisições da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), Bruno Amaral, afirmou, hoje, que o total das operações de fusões e aquisições de 2011 poderá ser igual ou superar o de 2010. No ano passado, o volume de fusões, aquisições e reestruturações societárias cresceu 55% ante 2009, para o valor recorde de R$ 184,8 bilhões, conforme a Anbima.

Em novembro, a avaliação de Amaral era de que as operações continuariam aquecidas em 2011, mas dificilmente superariam 2010. Questionado sobre a mudança de percepção, o representante da Anbima respondeu que a transição de governo e o período das eleições foram bastante tranquilos. "Estamos percebendo também bastante interesse na ponta compradora por ativos de infraestrutura, tanto de estrangeiras como de brasileiras", acrescentou.

A superação de 2010 é um "desafio", segundo Amaral. "Mas pode ser que estejamos enxergando uma mudança de patamar", afirmou. "Tendo o início do ano como parâmetro, se tudo continuar conforme o que estamos visualizando agora, há possibilidade real de superar 2010."

Por valor de operações os destaques serão os segmentos de infraestrutura, energia, petróleo e gás e mineração e metalurgia. "Em número de operações, varejo, educação e TI podem ter um ano bom", acrescentou.

A participação de estrangeiros continuará forte em fusões e aquisições em 2011, segundo Amaral, com destaques para as participações da Europa e da Ásia. O interesse dos asiáticos não se restringe ao dos chineses e concentra-se em operações de maior porte, de acordo com o representante da Anbima, como em petróleo e gás, e infraestrutura. "A incógnita é a participação das empresas norte-americanas", disse.

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