Ganho nas bolsas da Europa deve puxar NY na abertura

Os índices futuros das bolsas norte-americanas apontam para uma abertura em alta na sessão desta quinta-feira, 24, com balanços melhores do que o esperado de grandes empresas, dados positivos da China e um avanço das ações na Europa. Os pedidos de auxílio-desemprego na semana até 19 de outubro e o saldo comercial de agosto dos EUA também foram divulgados nesta manhã, contudo tiveram pouco impacto sobre o mercado, ajudando a manter os ganhos anteriores.

Agencia Estado

24 de outubro de 2013 | 11h30

Às 11h20 (de Brasília), no mercado futuro, o índice Dow Jones ganhava 0,23%, o Nasdaq subia 0,06% e o S&P 500 tinha alta de 0,14%. Ontem, o índice S&P 500 fechou em queda de 0,5%, encerrando uma série de quatro fechamentos em nível recorde seguidos. O otimismo inicial foi desencadeado pelos fracos dados do relatório de emprego dos EUA em setembro, o que aumentou as esperanças de que o Federal Reserve não deverá retirar seu estímulo à economia no curto prazo, contudo os mesmos resultados do mercado de trabalho passaram a criar preocupações sobre uma desaceleração no crescimento econômico no país.

Nesta quinta-feira, os mercados europeus ganharam terreno e ajudaram a impulsionar índices futuros das bolsas norte-americanas, com dados chineses positivos e uma recuperação das ações do setor bancário. O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu para o maior nível em sete meses, a 50,9 em outubro, segundo dados preliminares medidos pelo HSBC. A leitura final em setembro havia ficado em 50,2. Os resultados acima de 50 indicam expansão. Os dados sugerem que o crescimento da segunda maior economia do mundo deve atingir a meta do governo de 7,5% no ano.

Antes da abertura do mercado, os EUA divulgaram alguns indicadores econômicos, contudo os resultados tiveram pouco impacto sobre o mercado, ajudando a manter os ganhos anteriores no mercado futuro. O número de trabalhadores norte-americanos que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego caiu 12 mil, para 350 mil, na semana até 19 de outubro, após ajustes sazonais, informou o Departamento de Trabalho dos EUA. O resultado ficou acima da previsão dos analistas, que esperavam 340 mil solicitações. O dado da semana anterior foi revisado de 358 mil para 362 mil pedidos.

Os EUA apresentaram em agosto um déficit comercial menor do que o esperado, com importações e exportações praticamente inalteradas ante o mês anterior. Segundo o Departamento do Comércio, o país teve déficit comercial de US$ 38,8 bilhões em agosto, 0,4% maior que o saldo negativo de julho, mas abaixo do déficit de US$ 39,4 bilhões previsto por analistas consultados pela Dow Jones Newswires. O déficit de julho foi revisado para baixo, a US$ 38,64 bilhões, de US$ 39,15 bilhões originalmente.

A Markit informou que o índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial dos EUA caiu para 51,1 em outubro, de 52,8 em setembro. O resultado é o mais baixo dos últimos 12 meses, apesar de a leitura ter ficado acima de 50, o que indica expansão da atividade. Segundo a Markit, o principal fator por trás da queda no PMI foi a produção do setor manufatureiro, que diminuiu pela primeira vez em mais de quatro anos em outubro. O subíndice PMI de produção caiu de 55,3 para 49,5.

Entre os resultados corporativos divulgados nesta manhã, a Ford Motor superou as previsões de lucro e receita no terceiro trimestre. A empresa também elevou suas previsões de lucro e margem e suas projeções de vendas na China. As ações da empresa subiam no 3,42% pré-mercado. Além disso, a 3M, que pertence ao índice Dow Jones, registrou ganhos e receita maiores do que o esperado, ajudados por crescimentos nas vendas em todos os negócios do grupo. No pré-mercado, as ações da empresa ganhavam 0,85%.

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