Gazprom estuda ajudar Venezuela a construir gasoduto até a Argentina

A Gazprom, estatal russa de gás, estuda a possibilidade de ajudar a Venezuela a construir um gasoduto gigante para conectar as reservas venezuelanas com mercados de outros países da América do Sul, afirmou hoje o ministro de Petróleo da Venezuela, Rafael Ramirez. "Vamos trabalhar com a Gazprom sobre a possibilidade de contarmos com eles no desenvolvimento do Grande Gasoduto do Sul", disse o ministro à televisão estatal. O gasoduto se estenderá da Venezuela até a Argentina e o custo da construção é estimado em US$ 20 bilhões. A estatal Petróleos de Venezuela (PdVSA) alega que o projeto é viável economicamente, mas analistas afirmam que a companhia não tem caixa reserva suficiente nem pessoal treinado para o ambicioso projeto. Além do gasoduto, a Venezuela também planeja construir refinarias no Brasil e revitalizar as já existentes em Cuba, na Jamaica e no Uruguai."A PdVSA não tem talento técnico nem gerencial para assumir esses projetos que Chávez está prometendo", afirmou Gersun Zurita, analista da Fitch. A companhia gastará R$ 8 bilhões neste ano em projetos sociais e de desenvolvimento que não têm nada a ver com os esforços da indústria petrolífera de promover o desenvolvimento sustentável. Apesar das vastas reservas de gás, a Venezuela não produz, atualmente, gás o bastante para atender à demanda doméstica. O país espera zerar a deficiência de gás em 2009 e passar a exportar o produto.A Gazprom tem duas licenças de exploração e produção de gás natural na Venezuela, onde concluiu, recentemente, estudos sísmicos. As informações são da Dow Jones.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.