Geração operacional de caixa da Bombril deve crescer 19,63%, prevê empresa

A meta da Bombril S/A é fechar o ano com geração operacional de caixa (ou Ebitda, sigla em inglês para ganhos antes do pagamento de impostos, taxas, depreciações e amortizações) de R$ 128 milhões, o que representa alta de 19,63% sobre os R$ 107 milhões de 2005. A informação é do diretor-presidente da empresa, Cláudio Del Valle. Em reunião com analistas, ele comentou ainda que para o faturamento a expectativa é de alta de 8,04%, passando de R$ 883 milhões para R$ 954 milhões. O volume de vendas da companhia deve aumentar pouco mais de 10%, para 270 mil toneladas de produtos. "Operacionalmente a Bombril vai muito bem, as vendas estão dentro do previsto, mas o lucro não acompanha essas altas pois ainda temos a parte financeira, que exige um esforço diário de busca por juros menores e prazos mais longos para o financiamento de capital de giro", afirmou. Segundo ele, a Bombril a empresa tem obtido empréstimos junto a factorings, que apesar de cobrarem taxas mais elevadas, têm reconhecido a credibilidade da companhia como pagadora. O executivo disse ainda que a estratégia de longo prazo da empresa passa pela forte redução de seu passivo. "Nossa meta é ter caixa próprio." Em relação ao leilão de venda da companhia, o administrador judicial, Marcelo Rossi Nobre, afirmou que ainda não há prazo estabelecido para o evento. Conforme ele, as duas decisões do Superior Tribunal de Justiça proferidas há cerca de 15 dias, que sacramentaram a administração judicial na Bombril SA, exigiram esforços para que a data seja definida o mais rápido possível. "É isso que estamos fazendo. Neste momento trabalhamos na cronologia do processo", ressaltou, sem estabelecer qualquer prazo. De acordo com Nobre, essas decisões do STJ também prevêem que a administração judicial vigore até o momento do leilão.

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