Gestor recomenda comprar e ficar

Quem pensa que gestores de fundos de ações estão o tempo todo trocando os papéis em carteira, está enganado. Como resultado da forte valorização da Bolsa nos últimos anos e da menor oferta de papéis com maior potencial de ganho, a Geração Futuro Corretora, por exemplo, adotou a estratégia de manter a carteira de investimentos praticamente sem alterações desde o início deste ano e com a carteira concentrada em poucos papéis, estratégia que pode ser copiada facilmente por qualquer investidor. Segundo o sócio-diretor da instituição, Wagner Salaverry, as ações da Petrobras são o principal alvo dos fundos da Geração, que administra R$ 1,8 bilhão em recursos, principalmente de pessoas físicas. A aposta é baseada na perspectiva de aumento de capacidade de extração e refino, que levará a um maior volume de produção e vendas. A expectativa de valorização para o papel preferencial da estatal é estimada pelo especialista em 20% até o fim do ano. Outra posição relevante na carteira da instituição é Guararapes. Salaverry destaca o modelo financeiro consolidado da companhia, que possui uma base de cerca de 12 milhões de clientes com o cartão Riachuelo, além da sinergia entre os segmentos têxtil e de varejo. ?Estimamos crescimento de vendas líquidas para a empresa entre 20% e 25% nos próximos dois anos?, revela o diretor, que ressalta ainda os planos da companhia de ser listada no Novo Mercado da Bovespa. Além de Guararapes, ele aponta a empresa de autopeças Plascar como uma das que podem passar para o nível mais elevado de governança da Bolsa paulista no futuro. ?A própria companhia já revelou essa intenção?, diz Salaverry. No setor siderúrgico, as carteiras contam com Gerdau e Usiminas. Na primeira, a bem-sucedida estratégia de internacionalização e a expectativa de aumento nos investimentos em infra-estrutura no Brasil devem beneficiar a empresa, segundo o executivo. Em Usiminas, ele acredita na continuidade da expansão do setor automobilístico, um dos grandes clientes da siderúrgica, e de uma melhora na política de governança. ?A possível entrada da Vale no bloco de controle da companhia também é positiva?, comenta. A expansão do mercado de segurança justifica a aposta em Forjas Taurus, de acordo com o sócio da Geração Futuro. ?O crescimento das vendas no semestre atingiu nossa previsão para o ano todo." No caso de Randon, apesar de o cenário atual não ser positivo, a companhia possui boas perspectivas, na visão de Salaverry. ?Se com todas as adversidades a empresa conseguiu apresentar bons números, espera-se resultados ainda melhores quando o quadro melhorar?, diz o especialista, que coloca Weg, outra posição da instituição, como um bom papel defensivo, numa referência às oscilações recentes da Bolsa.

Agencia Estado,

05 de setembro de 2006 | 07h40

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