GM corta 900 funcionários com demissão voluntária

O presidente da General Motors no Brasil, Ray Young, informou hoje que a empresa encerrou na semana passada seu programa de ajuste de funcionários, que resultou na saída de cerca de 900 trabalhadores por meio de programas de demissão voluntária. O executivo preferiu não usar as palavras demissões ou cortes. As dispensas fazem parte, segundo ele, de um processo mais amplo de ajuste das operações da GM no Brasil ao valor da taxa de câmbio. "Aceitamos a realidade do País e precisamos agora de ganhos maiores de produtividade. Nossa estratégia é focar mais o mercado interno", afirmou.Segundo Young, a GM vai exportar neste ano 30% de sua produção no Brasil, o que corresponde a uma queda de pouco mais de 20% em relação às vendas externas do ano passado. No entanto, ressaltou que, apesar da queda no volume vendido, a receita com exportações deve ficar no mesmo patamar do ano passado, já que a GM subiu os preços das venda externas.O executivo destacou que as perdas com exportações já estão sendo, em parte, contrabalançadas pelo aumento das vendas do mercado interno, fortalecido pelo aumento da oferta de crédito, redução da taxa Selic e incremento de novos produtos por parte da GM. Para ele, a Selic (juro básico da economia brasileira) encerrará o ano em 14% ao ano (hoje a taxa é de 14,75%).O presidente disse que dentro da meta de oferecer novos produtos no mercado brasileiro, a GM pretende aumentar seu pessoal ligado a engenharia e design. Young afirmou que essa mudança no foco para o mercado interno é resultado da percepção da empresa de que o real continuará forte nos próximos meses. O executivo acredita que a moeda chegará ao fim do ano em R$ 2,20 por dólar.De qualquer forma, Young mostrou-se otimista com a economia brasileira. Para ele, o País passa por uma boa fase de crescimento, necessitando apenas de algumas reformas. Ele reiterou que o mercado brasileiro é muito importante para a estratégia global da GM. O executivo participa hoje do CEO Fórum 2006, promovido pela Câmara Americana de Comércio, em São Paulo.

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