GM planeja fechar fábrica em Portugal no final de outubro

A fábrica da General Motors Corp. (GM) em Portugal será fechada em 31 de outubro, a menos que o governo encontre um jeito da tornar a produção viável no país, disse Gerald Johnson, diretor da GM Europa, de acordo com o Jornal de Notícias.Em carta enviada aos líderes sindicais, Johnson afirmou que a GM tem adiado sua decisão porque o governo português havia pedido por mais tempo para encontrar uma solução que tornaria a produção do modelo Combo mais lucrativa, acrescentou o jornal. "Se uma solução viável não for encontrada, a GM ainda pretende transferir a produção do Combo em 31 de outubro", diz o executivo. "Portanto, acreditamos ser prudente iniciar as negociações com os representantes dos trabalhadores visando um acordo justo e programa de compensação responsável para os nossos funcionários".No mês passado, a GM informou que gasta 500 euros a mais para produzir um carro na fábrica em Portugal do que em outras unidades da Europa. A companhia anunciou recentemente planos de transferir a produção do Combo para Zaragoza, na Espanha. A GM emprega 64,5 mil pessoas na Europa, dos quais 1,2 mil na fábrica portuguesa e outros 800 em cargos administrativos no país.Oficiais da GM Portugal não foram encontrados para comentar o assunto, mas o porta-voz da unidade, Nelson Silveira, disse ao Jornal de Negócios que a decisão final ainda não foi tomada. "Isso é apenas uma possibilidade e as negociações estão em andamento", afirmou.O ministro da economia de Portugal, Manuel Pinho, declarou ontem que o governo estava negociando com a GM e estava disposto a criar as melhores condições para as fabricantes de veículos em Portugal. Pinho também disse durante sessão no Parlamento que a GM teria de pagar se fechar a fábrica no país antes do final de seu contrato, em 2009. "Se o Estado português concede incentivos e o parceiro não executa a sua parte no acordo, a empresa tem então que devolver o dinheiro", disse Pinho, sem afirmar o quanto poderia ser feito.Trabalhadores da montadora em Portugal e na Alemanha deixaram seus postos no início do mês em protesto depois de relatos de que o grupo iria cortar empregos na Europa Ocidental. As informações são da agência Dow Jones.

Agencia Estado,

23 de junho de 2006 | 11h55

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