Hélvio Romero/AE
Hélvio Romero/AE

Gol sobe 6% após Smiles comprar R$ 600 milhões em passagens

Papéis da aérea, que teve prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre,tiveram a maior altado índice Ibovespa

Rodrigo Petry e Renato Carvalho, O Estado de S.Paulo

27 Setembro 2018 | 21h48

O conselho de administração da Smiles aprovou nesta quinta-feira, 27, acordo para a compra antecipada de passagens, no valor de R$ 600 milhões, da companhia aérea Gol, que é sua principal acionista. A aquisição dos créditos – que poderão ser utilizados futuramente pelo programa de milhagens – vem em um momento difícil para Gol, que teve prejuízo de R$ 1,3 bilhão no segundo trimestre em meio às pressões de câmbio e da cotação internacional do petróleo.

O movimento deu um alívio às ações da Gol. Em um dia positivo para a Bolsa paulista, as ações da companhia aérea registraram a maior alta do principal índice da B3, o Ibovespa. As ações da Gol fecharam o pregão na cotação máxima do dia, a R$ 11,60. A empresa também foi beneficiada pela queda do dólar, que fechou ontem abaixo da marca de R$ 4 pela primeira vez desde 20 de agosto. Os papéis da Smiles encerram perto da estabilidade, com alta de 0,22%, cotados a R$ 46,50.

Em comentário sobre a transação, ontem, o Itaú BBA lembrou que as operações deste tipo feitas anteriormente tinham juros pré-fixados, e dessa vez, o valor a ser pago corresponderá a 115% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário). Além disso, o pagamento de dividendos pela Smiles não deve ser afetado, mesmo que o valor total seja desembolsado em 2018.

Resultado. A Gol encerrou o segundo trimestre de 2018 com prejuízo líquido de R$ 1,272 bilhão, forte alta ante a perda de R$ 409,5 milhões registrada em igual período de 2017, no critério antes da participação minoritária da Smiles. Se considerada a participação, o prejuízo líquido da companhia ficou em R$ 1,33 bilhão entre abril e junho, 177,6% acima dos R$ 477,7 milhões negativos do mesmo intervalo de 2017.

Em informe de resultados, a companhia destaca que o resultado deste trimestre foi afetado pela variação cambial negativa de R$ 1 bilhão, ante o resultado de R$ 225,7 milhões de variação cambial um ano antes.

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