Goldman Sachs não enganaria investidores, diz vice-presidente

O forte lucro do Goldman no primeiro trimestre, anunciado hoje, não impediu queda das ações do banco em NY

Clarissa Mangueira, da Agência Estado,

20 de abril de 2010 | 12h06

O vice-presidente executivo e codiretor do Departamento Jurídico do Goldman Sachs, Gregory K. Palm, disse para analistas, durante teleconferência, que o banco não enganaria intencionalmente os clientes, e que seria "o primeiro a condenar todos os empregados que forem contra essa orientação".

 

O executivo afirmou que "as nossas responsabilidades como um intermediário financeiro exigem isso, e nosso compromisso com a integridade e com os princípios dos negócios da empresa pedem isso". Ele acrescentou que o caso está caminhando para um julgamento neste momento, mas que há certamente a possibilidade de que o Goldman o resolva se ambas as partes entrarem em um acordo.

 

Os fortes resultados do Goldman no primeiro trimestre, anunciados nesta terça-feira, não foram suficientes para dar um impulso às ações da empresa, uma vez que outros órgãos reguladores se juntaram à Securities and Exchange Commission (SEC, comissão de valores mobiliários dos EUA) na abertura de investigações sobre uma suposta fraude no banco de investimento. Às 11h25, os papeis do Goldman registravam queda de 1,18%, cotados a US$ 161,31 em Nova York.

 

O Goldman registrou um lucro líquido de US$ 3,46 bilhões ou US$ 5,59 por ação no primeiro trimestre, acima do de US$ 1,81 bilhão, ou US$ 3,39 por ação, obtido no primeiro trimestre do ano passado.

 

Na denúncia feita pela SEC, Fabrice Tourre, um dos diretores do Goldman, foi acusado de fraudar investidores, vendendo um produto financeiro que o banco sabia que estava fadado ao fracasso uma vez que o mercado imobiliário entrou em colapso. O Goldman alega que não fez nada de errado e está contestando as acusações. Tourre está de licença atualmente, por tempo indeterminado, embora não tenha sido suspenso pelo Goldman.

 

Palm também disse que o banco perdeu mais de US$ 100 milhões na transação que está sendo investigada pelo governo, ante a estimativa anterior de um prejuízo de cerca de US$ 90 milhões. "Nós não sabemos como esse caso vai se desenrolar neste momento, é muito cedo", ressaltou o executivo. As informações são da Dow Jones.

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