Goldman Sachs revê previsão do dólar para R$ 2,15 em 3 meses

O banco de investimentos Goldman Sachs rebaixou sua previsão para o real e o peso mexicano, afirmando que as moedas serão negociadas abaixo do que esperava inicialmente nos próximos 12 meses por causa da aversão global ao risco e por questões políticas domésticas. O banco rebaixou há uma semana sua previsão para o real para os próximos três, seis e 12 meses para, respectivamente, R$ 2,15, R$ 2,25 e R$ 2,40 por dólar, de R$ 2,05, R$ 2,00 e R$ 2,20 por dólar. Para os próximos três meses, o Goldman Sachs acredita que o real brasileiro oscilará entre R$ 2,10 e R$ 2,40 por dólar e que o peso mexicano ficará entre 11,00 e 11,35 por dólar. O Goldman Sachs afirmou que mantém o otimismo quanto aos "fundamentos que impulsionam o real", mas que este foi em parte afetado pela queda, desde meados de maio, da demanda global por ativos de maior risco dos mercados emergentes. Além disso, o banco afirmou que as mudanças na equipe econômica do Brasil deram mais suporte a uma moeda mais fraca. "As mudanças na política econômica buscadas pelos novos membros do governo podem não dar garantias suficientes aos investidores estrangeiros que buscam novas oportunidades no Brasil depois da onda de vendas". O banco afirmou que tinha de incorporar a posição "dos novos membros da equipe econômica que preferem ver um real mais fraco". Combinadas com a maior aversão ao risco nos mercados globais, estas condições são mais "bearish" (de tendência de baixa) para as previsões do banco para o real, afirma o Goldman Sachs. As informações são da agência Dow Jones.

Agencia Estado,

20 de junho de 2006 | 07h01

Tudo o que sabemos sobre:
câmbio

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.