Governo não vai alimentar especulação sobre a TIM, diz Paulo Bernardo

Governo não vai alimentar especulação sobre a TIM, diz Paulo Bernardo

Ministro das Comunicações afirma que Oi, Claro e Telefônica/Vivo garantiram não ter fechado acordo sobre fatiamento da companhia

Eduardo Rodrigues, Mariana Sallowicz, O Estado de S. Paulo

05 de novembro de 2014 | 10h54

BRASÍLIA - O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse há pouco que o governo não irá alimentar as especulações sobre o fatiamento da TIM do Brasil entre Oi, Claro e Telefônica/Vivo. O ministro afirmou que as três companhias garantiram a ele que ainda não existe nenhum acordo para a operação. 

"O mercado financeiro está interessado em ganhar dinheiro com comissões em uma operação dessa. Parte do mercado acredita que a rentabilidade das ações das empresas pode aumentar com uma companhia a menos no setor, mas acredito que isso seja ruim para o consumidor", disse Bernardo ao chegar para a cerimônia do 17º aniversário da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). "Um negócio desse porte precisa ter transparência e o governo não está no ramo de corretagem de empresas de telecomunicações", completou.

O ministro disse ainda que a data para a assinatura dos contratos de 4G na faixa de 700 megahertz (MHz) ainda será marcada, mas afirmou que mantém a aposta de que Claro, TIM e Telefônica/Vivo pagarão as outorgas à vista. "As empresas têm o direito de parcelar em até seis vezes, mas o juros do leilão são altos. A companhias podem ter fontes de financiamento mais baratas. Por isso nossa expectativa continua sendo de um pagamento à vista", acrescentou.

Para Bernardo, as três empresas vencedoras do leilão devem utilizar a faixa de 700 MHz para cumprir as obrigações do 4G na frequência de 2,5 gigahertz (GHz), pagando um valor adicional ao governo. "As companhias devem levar o 4G para todos os municípios com mais de 30 mil habitantes até o fim de 2017, e a faixa de 700 MHz é muito vantajosa para isso", explicou. 

O ministro confirmou que continua no cargo até o fim deste ano e deixou em aberto a possibilidade de continuar ou não no governo no segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. "Tenho contrato com o ministério até o dia 31 de dezembro. Gostaria que a presidente tomasse a melhor decisão e considero que uma renovação salutar no governo é importante", completou.

Balanço. As ações da companhia apresentam queda nesta quarta-feira, 5, após a divulgação dos resultados para o 3º trimestre de 2014. A receita líquida total atingiu R$ 4,853 bilhões no terceiro trimestre, uma queda de 4,5% na comparação anual. A receita total líquida de serviços ficou em R$ 4,045 bilhões no período, retração de 3,8%. A dívida líquida da TIM chegou a R$ 791 milhões em setembro deste ano, redução de 45% ante R$ 1,446 bilhão no fim do mesmo período do ano passado. 

Em meio a rumores de que a TIM será fatiada entre suas principais concorrentes, o presidente da companhia, Rodrigo Abreu, disse em teleconferência que “especulações não atingem a dedicação” da companhia.

O executivo considerou o ambiente atual bem difícil, “com muitas mudanças”, mas afirmou que com “dedicação e foco no resultado a companhia conseguiu entregar ótimos resultados”.

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