Gradual: pesquisas não vaõ agravar situação de mercados

As pesquisas eleitorais divulgadas pelo Ibope e pelo Datafolha não devem agravar a situação dos mercados financeiros nesta quarta-feira, avaliou o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. "O mercado antecipou essa retomada da presidente desde as últimas pesquisas da semana passada. Isso já está expresso nas variações de vários ativos", explicou.

FERNANDO LADEIRA, Estadão Conteúdo

30 de setembro de 2014 | 21h33

Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, o cenário principal é de vitória da presidente. Os números divulgados pelas duas pesquisas apontam um cenário muito semelhante, pelo menos no primeiro turno. No Ibope/Estadão/TV Globo, Dilma Rousseff (PT) tem 39% das intenções de voto, Marina Silva (PSB), 25%, e Aécio Neves, 19%. No levantamento do Datafolha, Dilma tem 40%, Marina, 25%, e Aécio, 20%.

"Nesta semana caiu a ficha do mercado de que a presidente tem chances muito grandes de ganhar. Havia uma hipótese frágil de que Marina ia vencer e que ela faria tudo que o mercado imaginava necessário", acrescentou.

Perfeito prevê que, embora Marina tenha perdido votos nas duas pesquisas, Aécio não conseguirá alcançar o segundo lugar por conta do pouco tempo disponível para reagir. E, nesse cenário, ele ponderou que em um eventual segundo turno ocorrerá uma nova eleição, por causa do tempo igual de propaganda na TV entre os candidatos e pela possibilidade de formação de alianças.

A Bovespa acumula perdas desde sexta-feira, quando o Datafolha mostrou um avanço de Dilma na pesquisa de intenção de voto. O Ibovespa caiu 4,5% ontem, no maior declínio desde 22 de setembro de 2011, e recuou 0,93% no pregão de hoje.

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