Grécia ainda preocupa e dólar sobe 0,22% para R$ 1,809

O plano apresentado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para o setor de saúde também contribuiu para azedar o humor dos mercados

Taís Fuoco, da Agência Estado,

22 de fevereiro de 2010 | 17h23

Em um dia de poucas notícias, o dólar encontrou espaço para uma leve alta ante o real, depois de três quedas consecutivas na semana passada, diante, principalmente, da continuada apreensão com a Grécia. O plano apresentado pelo presidente dos EUA, Barack Obama, para o setor de saúde também contribuiu para azedar o humor das bolsas de valores em parte do dia e manter a divisa americana apreciada.

 

Ao término do pregão de hoje, o dólar negociado à vista na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) fechou em R$ 1,8091, com alta de 0,23%, enquanto o dólar comercial negociado no mercado interbancário de câmbio subiu 0,22%, a R$ 1,809, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,813 e a mínima de R$ 1,797. "O patamar de R$ 1,80 passou a ser um piso psicológico para a moeda", afirmou um operador. O euro comercial ganhou 0,33% e fechou a R$ 2,459.

 

Na última hora do pregão, o Banco Central fez sua intervenção diária no mercado à vista e adquiriu moeda à taxa de corte de R$ 1,81.

 

No segmento de câmbio turismo, o dólar subiu 0,16% e fechou a R$ 1,903 (venda) e R$ 1,79 (compra), em média. O euro turismo caiu 0,12% para R$ 2,567 (venda) e R$ 2,437 (compra), em média.

 

Os números da balança comercial brasileira divulgados hoje foram positivos e mostraram a reversão do déficit da primeira semana de fevereiro. A balança registrou um superávit de US$ 691 milhões na segunda semana do mês (dias 8 a 14), segundo os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC). No acumulado do ano, o resultado é positivo em US$ 569 milhões.

 

Além disso, os analistas mantiveram, na pesquisa semanal Focus divulgada pela manhã pelo Banco Central, a estimativa para o patamar da taxa de câmbio no fim de 2010. A mediana das previsões para a cotação da moeda norte-americana ao final de dezembro seguiu em R$ 1,80. Quatro semanas atrás, a estimativa para o câmbio no fim deste ano estava em R$ 1,75.

 

No mercado externo, entretanto, "a angústia com a Grécia continua" e deixa alguns operadores bastante preocupados, segundo Paulo Petrassi, gerente de investimentos em renda fixa da Leme Investimentos. Enquanto muitos se mostram descrentes com a promessa do governo grego de colocar as contas públicas em dia no prazo de três anos, ainda não se tem clareza sobre um possível pacote de ajuda por parte dos pares na União Europeia. A Comissão Europeia reforçou a pressão sobre a Grécia hoje, ao dizer que recebeu apenas respostas parciais do governo grego sobre uma série de acordos que podem ter sido usados para mascarar a dívida do país.

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