Grécia mantém euro sob pressão, que tem recorde de baixa ante franco

Rumores de que o governo grego convocaria eleições antecipadas, que surgiram hoje, foram negados e reduz as apostas contra a moeda europeia

25 de maio de 2011 | 09h14

O euro recupera na Europa a maior parte da queda registrada durante a madrugada contra o dólar e atingiu uma nova mínima histórica frente ao franco suíço. O euro cedeu até 1,22982 franco suíço, já que a demanda por proteção continua elevada frente a recorrente preocupação com uma eventual reestruturação da dívida da Grécia.

A pressão durante o horário asiático contra o euro foi provocada por rumores de que o governo grego convocaria eleições antecipadas. Os rumores foram oficialmente negados, reduzindo as apostas contra a moeda europeia. O euro recebeu sustentação também da notícia da aprovação formal do Parlamento da Finlândia do pacote de ajuda europeu a Portugal e pelo bom resultado de um leilão de títulos do governo da Alemanha.

Às 9h18 (de Brasília), o euro caía para US$ 1,4065, de US$ 1,41 no fim do dia de ontem em Nova York. O dólar subia para 82,05 ienes, de 81,96 ienes ontem.

"O mercado está inquieto e sem liquidez diante da falta de transparência em relação à crise da Grécia", disseram estrategistas de moedas do BNP Paribas em nota para clientes.

As especulações de eleições antecipadas na Grécia surgiram a partir da notícia sobre um encontro marcado para o final desta quarta-feira entre o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, e o presidente, Karolos Papoulias, um dia após o principal partido de oposição do país ter rejeitado o novo pacote de medidas de austeridade aprovado pelo governo.

Papandreou havia tentado manter uma coalizão com os partidos de oposição sobre os esforços adicionais necessários para que a Grécia possa receber mais dinheiro da União Europeia e do FMI, sem o qual, aparentemente não conseguirá financiar o país no ano que vem. Antes de a oposição anunciar sua rejeição ao novo pacote de austeridade, Papandreou havia se reunido com seus líderes.

Ao mesmo tempo, as autoridades europeus ainda não sabem como lidar com a crise no país. O presidente do Eurogrupo, de ministros das finanças da zona do euro, Jean-Claude Juncker, diz ser viável ampliar os prazos de vencimento da dívida da Grécia, enquanto as autoridades do Banco Central Europeu consideram que tal opção tem potencial para desestabilizar o bloco. As informações são da Dow Jones.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.