Grupo Iguatemi vai à Bovespa

O grupo Iguatemi, dono do shopping center de mesmo nome em São Paulo que reúne algumas das lojas mais sofisticadas do País, estréia em fevereiro na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). É a primeira empresa do setor de shoppings a abrir capital no Brasil. A oferta pode superar os R$ 500 milhões, recursos que a companhia pretende usar para incorporação e administração de novos shoppings e no aumento da participação e expansão de seus shoppings, de acordo com o prospecto preliminar da operação. O período de reserva da ação vai de amanhã até 2 de fevereiro e o papel começará a ser negociado na Bovespa em 7 de fevereiro. A oferta primária compreende 15.903.694 ações ordinárias e conta ainda com a possibilidade de lote suplementar de até 2.385.554 ações. Os coordenadores da oferta são UBS Pactual e Itaú BBA. Eles esperam que o preço do papel fique entre R$ 23 e R$ 30. "É a primeira operação de abertura de capital de uma empresa shoppings que vai se concretizar", afirma o consultor, Zildo Borgonovi. Ele lembra que o Grupo Multiplan, dono do Morumbi Shopping, entre outros, estava com uma operação de abertura de capital engatilhada, mas desistiu do negócio porque conseguiu um investidor estrangeiro. Essa também foi a opção encontrada por outros grandes grupos do setor, como o Ecisa e o Sonae, que nos últimos meses receberam injeções de capital por meio de sociedades. Na análise do consultor, essa movimentação que vem ocorrendo entre os empreendedores de shoppings na busca de novas fontes de financiamento reflete que o modelo anterior, baseado nos investimentos dos fundos de pensão, se esgotou. É que, na prática, os fundos têm regras rígidas para investir em imóveis. Para Borgonovi, abrir o capital é uma alternativa melhor do que buscar um sócio, porque há mais chance de manter o comando. Perfil A Iguatemi Empresa de Shopping Centers tem 26 anos e recebe em média 10 milhões de consumidores por mês em seus 8 empreendimentos. O grupo tem participação ou administra shoppings que somaram faturamento de R$ 3 bilhões em 2005 em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Porto Alegre, Fortaleza, Belém e Caxias do Sul. O lucro líquido até setembro de 2006 foi de R$ 28,4 milhões. A alta é de 87,4% ante o mesmo período de 2005, de acordo com a empresa. (Com informações de agências internacionais)

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